Força de vontade e muita disposição: os segredos do DJ Morango

Por Allan Santana

De ajudante de montagem de som e barman, ao reconhecimento de DJ mais famoso da região. Essa é parte da história de Leandro Paiva, o DJ Morango, que completou, em janeiro, 26 anos de profissão. Atualmente, além de comandar as tardes da Alô FM de segunda a sexta, ele faz em média três shows por semana. No carnaval, o ritmo é ainda mais intenso: três shows por noite. Mas nem sempre foi assim…

Para se aproximar dos DJ’S, ele e mais dois amigos ficavam responsáveis por carregarem as caixas de som de uma equipe que tinha no bairro São Bernardo. Foi prestando atenção em cada detalhe, que Leandro Paiva aprendeu sobre montagem do som, equalização e ajuste do alto-falante. Com o tempo, o som e, principalmente, o grave já tinham o conquistado.

Acostumado desde cedo a ganhar sua grana, ele viu na antiga casa de shows Dreams, que ficava na Avenida Rio Branco, uma oportunidade de trabalho. Atualmente, no local funciona a academia Black Fitness. Foi ralando de barman, que ele se aproximou ainda mais da música e herdou o apelido, que é sua marca até hoje. “Tudo que eu fazia no bar, tinha que ter morango. Drink, pegar mais frutas no depósito, sobremesas…”

Na Dreams, Morango assumia o lugar do DJ enquanto ele precisava ir ao banheiro. Na época do vinil, era preciso que alguém estivesse no som a todo momento, para fazer as mixagens. Foram nos atrasos e faltas do DJ, que Leandro ia ganhando espaço até conseguir ser folguista. Nessa época, tocava música lenta e chegou a se apresentar para praticamente ninguém. Ainda assim, ele diz que “se amarrava e que é o lugar que mais sente saudade.”

A maior dificuldade no início da carreira foi adquirir os equipamentos e contava com a ajuda de amigos para fazer o som. “Na época era tudo vinil, então você tinha que ter uma grana pra comprar o vinil. Lançou a música, não tinha como baixar ela na internet, sacou?!”

equipamentosAntes dependendo material de amigos pra fazer seu som, ele conta hoje com um dos mais modernos aparelhos de mixagem (Foto: Allan Santana)

No mesmo período, teve uma oportunidade de trabalhar na rádio Atividade, como operador de áudio, além de fazer serviço de banco. Depois, ganhou oportunidade na rádio Cidade, ficando por cerca de treze anos. Nela, seu nome foi amplamente divulgado, e consequentemente, teve uma maior visibilidade para tocar em shows e eventos. Ele atribui seu sucesso ao trabalho na rádio.

Morango já tocou para mais de trinta mil pessoas, na Festa Country de Juiz de Fora. Na edição que teve a presença de Ivete Sangalo, em 2007 e na despedida do grupo Exaltasamba, quatro anos depois. Acostumado a tocar na presença de amigos, ele precisava de um lugar pra servir como um termômetro, para saber se realmente estava indo bem. A oportunidade surgiu após um convite inesperado e em cima da hora, para tocar num camarote do Rio Axé. “A galera pulou, dançou, cantou todas as músicas, daí tive a certeza que estava agradando.”

morangoDJ Morango é presença garantida nas principais festas de JF (Foto: Allan Santana)

Com tantos compromissos, é preciso de bastante organização, mas nem sempre foi dessa forma. Em uma de suas viagens, no início da carreira, ele esqueceu todo seu material em Juiz de Fora. Teve que recorrer aos amigos DJ’s que estavam na festa, para pegar emprestado alguns CD’s. “Deu pra enrolar, mas não foi um show igual eu fazia com as minhas músicas, minhas versões, abertura, vinheta…” – conta rindo, apesar de confessar que chegou a ficar com dor de barriga no dia.

Durante a entrevista, ele revelou dois sonhos: tocar num baile funk grande no Rio, como os que acontecem nas comunidades dos morros da Mangueira e do Mandela e de ter uma biografia. O que não vão faltar são boas histórias desse DJ que caiu nas graças de JF e região!

Primavera: O lado preocupante dos três meses mais floridos do ano

Por Raissa Segantini

A primavera chegou ao final do dia 22 de setembro e já houve dias calorosos – o inverno também não foi tão frio quanto se esperava. A tendência é que a onda de calor se agrave com a formação do fenômeno El Niño prevista para a estação em 2018 e levará, inclusive, a uma irregularidade nas chuvas que são esperadas de acordo com a distribuição do território brasileiro.

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Foto: Anna Duarte

Estação das flores

A doutoranda em ecologia, Aline Mystica, explica que por se tratar de um período de transição de época fria para quente, a duração do dia aumenta e a irradiação de luz, a umidade do ar, o volume de chuvas e as temperaturas se elevam e isso torna as plantas mais aptas à reprodução e, consequentemente, a floração: “A disponibilidade de luz é essencial para os processos vitais das plantas, atuam na regulação de vários processos, inclusive do processo reprodutivo além de importância central para a fotossíntese. Outros fatores, tais como a disponibilidade de água e de nutrientes, interferem na floração das plantas”.

Há também as “plantas de dias curtos”, que preferem dias menores e mais frios e são mais férteis no inverno. É o exemplo do morangueiro, cerejeira, hortênsia e lavanda. Mas ainda assim, o período em que mais há flores, e não à toa é conhecido por isso, é a primavera.

Primavera e saúde

Entretanto, ver a natureza tão florida nem sempre é maravilhoso para todo mundo. É nessa fase reprodutiva que o pólen entra em cena com mais força e as alergias vêm acompanhando. Os asmáticos e riníticos alérgicos têm que tomar um cuidado especial para aproveitar a estação sem problemas maiores.

Laurindo Neto, médico alergista, explica que o pólen é um alérgeno vegetal e aconselha os que passam por essas situações frequentemente que evitem as zonas rurais. É realmente importante atenção, pois os sintomas podem incluir: “crises de asma brônquica, podendo chegar até o estado de mal asmático que exige a hospitalização. Os riníticos sofrem com espirros repetitivos e congestão nasal, que levam à insuficiência respiratória nasal e, outras vezes, ocorre a laringite, inflamação na laringe, que obstrui a passagem de ar para os pulmões, pondo em risco a vida do paciente”.

Ele acrescenta que outra doença comum durante a estação é a “conjuntivite primaveril”, que se trata de uma inflamação das conjuntivas. Os sintomas são vermelhidão e coceira nos olhos, edema palpebral e lacrimejamento. “É uma forma de hipersensibilidade muito agressiva”, segundo ele. Nesse caso é indicado uma visita ao alergista e ao oftalmologista.

Com os devidos cuidados, é possível poupar tempo que seriam gastos na luta contra doenças para apreciar a Primavera que traz cenas bonitas como esta:

A DISPUTA DAS TELAS

Desde seu nascimento, a forma de consumir cinema sofreu diversas mudanças. Inicialmente, ainda sem o estatuto de arte legitimado e exibido em apresentações de vaudevilles, era percebido como uma forma de entretenimento popularesca e mal vista pelas camadas mais altas da sociedade. Atualmente, cadeias de cinema com salas confortáveis e tecnológicas em shopping centers dominam o mercado de exibição. Mas, para além disso, o cinema, hoje, vai muito além dos cinemas.

Canais de TV, sites, plataformas de Streaming, a venda de cópias físicas e a pirataria diluíram os números que antes eram restritos às vendas de ingressos e lançam dúvidas a respeito da longevidade de algumas dessas mídias. Entretanto, após o sucesso de seu formato e o avanço tecnológico, surgiria uma grande competição. Um produto inovador que prometia levar as estrelas do cinema para dentro da sua casa e que transmitia conteúdo incessantemente: a televisão.

O nascimento da televisão fez com que o cinema se reinventasse na busca de uma forma de competir com o conforto e a praticidade do novo produto. Para isso, buscou reforço na tecnologia. O advento das cores em Technicolor, o formato widescreen, o tratamento especial para o som. Tudo isso foi incorporado ao cerne da produção cinematográfica para fazer frente à transmissão em baixa qualidade, granulada e em uma tela pequena da televisão.

Se apenas com a concorrência da TV, o cinema sofreu tanto impacto, o advento da TV a cabo, da internet e das mídias digitais transformaram o mercado da distribuição completamente. Hoje, as salas de cinema, em sua maioria, se restringem à cadeias e grandes franquias que dominam a maior parte do mercado. Cinemas de rua e independentes estão com dificuldades de se manter e muitos vêm fechando as portas e os festivais e premiações ficam restritas a um nicho específico.

Isso causa problemas diretos, como a dificuldade de circulação de filmes que não pertencem à grandes produtoras da indústria. Mas propondo-se a falar especificamente da questão do consumo, a concorrência hoje é muito maior. Na internet, legalmente ou ilegalmente, têm-se acesso a uma infinidade de filmes. Na televisão, também. Além disso, as telas do celular e as plataformas de streaming agora permitem com que você carregue no bolso um filme para assistir, no caminho de casa, no fone de ouvido.

O consumo sob demanda

A primeira locadora de filmes foi inaugurada em dezembro de 1977 em Los Angeles e o negócio cresceu e se multiplicou até que, em 1985, foi fundada a primeira loja do que seria atualmente uma das maiores redes de locadora: a Blockbuster. A popularização dos aparelhos de videocassete e, mais posteriormente, dos aparelhos de DVD foram responsáveis pela difusão do serviço. Foi a própria tecnologia, entretanto, que acabou ruindo o que parecia um mercado promissor. Hoje em dia, tanto as grandes franquias quanto às locadoras de bairro enfrentam dificuldades para se manterem.

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Foto: Divulgação

A internet, apesar de ser um fenômeno novo no Brasil, foi a grande responsável pela queda de vendas que pode ser observadas nas locadoras. Isso se deve em grande parte pela famosa Netflix e pela facilidade de download de filmes que o ambiente virtual oferece. Algumas locadoras, entretanto, vêm se mostrando capazes de se reinventar para superar a crise e continuar atraindo clientes.

Ana Cláudia Martins trabalha com locadora desde 1996. Segundo ela, desde então tem sido um desafio e o negócio já teria falido se, ao longo dos anos, não tivessem buscado formas de agregar serviços e produtos. O gosto de Claudinha – seu nome popular – por tecnologia fez com que ela observasse facilmente que alugar filmes se tornaria uma atividade obsoleta.

Entretanto, segundo ela, ainda existem pessoas que prezam pela qualidade da imagem e som, por isso optam em alugar, e “outros estão tendo oportunidade de conhecer um aparelho de DVD só agora, por incrível que pareça”.<discorrer um pouco e citar a questão de extras do menu tb> E ainda completa: “nunca vi crise como esta e olha que já passamos por outras. Está complicado atrair clientes, no entanto, ainda acredito que a qualidade e carinho que se aplicam no atendimento são fundamentais para fidelizar o cliente, além do ambiente de trabalho ficar muito agradável”.

As novas plataformas e seus destaques 

Entre as plataformas de Streaming de vídeo de maior destaque nos dias atuais está  a Netflix, criada nos Estados Unidos, em 1997. Mais de 50 milhões de pessoas já assinaram os serviço mensal da TV pela Internet. Atuando em 40 países, uma das vantagens da plataforma é a diversidade de conteúdos existentes e a liberdade  na hora de escolher no que vai ser visto. Além de produtos próprios, como House of Cards e Orange is The New Black, a empresa também possui cadeias televisivas para transmitir outros programas. Entre os destaques estão séries televisivas, filmes e séries de animação.

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A plataforma de Streaming de vídeo de maior destaque nos dias atuais

Com a mesma ideia de disponibilizar os longas na internet, a Mubi, veículo disponível em mais de 200 países, é um verdadeiro passaporte para um mundo mais restrito da Sétima Arte. Apesar de pouca conhecida, ela faz de tudo para garantir o entretenimento de seu público. Seu principal objetivo é disponibilizar filmes cultos, clássicos, independentes e vencedores de prêmios.

Uma das questões mais incorporadas no mundo do cinema é de como a Netflix – plataforma mencionada acima – e a Amazon podem estar mimando o cinema independente. A nova forma não só muda a lógica do mercado, mas oferece um potencial de audiência, ganhando, inclusive, das salas de cinema. Por exemplo, o  filme “I don’t Fell at Home in This World Anymore” (Já não me sinto em casa neste mundo) já tinha sido vendido para a Netflix antes mesmo do festival de Sundance, na qual foi vencedor, em 2017, e já estava disponível na internet quadro semanas depois do evento.

A nova tecnologia permite que os filmes independentes viagem muito mais longe, tendo uma “duração” mais longa do que comparado aos DVD’S.

Apesar da comodidade oferecida por esses serviços, alguns amantes da sétima arte ainda optam pelo serviço tradicional das locadoras. Mesmo com a evolução tecnológica, a “manutenção” da qualidade desses materiais é um dos principais pontos que mantém estes lugares vivos nos dias de hoje, mesmo com a incerteza do futuro. 

ELEIÇÃO COM MAIOR NÚMERO DE CANDIDATOS AO LEGISLATIVO DA HISTÓRIA DE MG INDICA MANUTENÇÃO DA POLÍTICA ATUAL

Perfil dos candidatos, pulverização de partidos, as candidatas “laranjas” e o histórico das últimas eleições sugerem que expectativa de renovação não se concretizará.

O número de candidatos a cargos proporcionais em 2018, em Minas Gerais, o segundo Estado em número de eleitores no País, é o maior desde o retorno das eleições diretas para governador, em 1982. O total de partidos também é recorde para o período.

No dia 7 de outubro, o eleitor brasileiro irá às urnas para a escolha do Presidente, Governador, dois  senadores, deputado federal e deputado estadual. Em Minas, a disputa pela assembleia legislativa tem 1271 candidaturas de todos os 35 partidos políticos registrados.

O PSL, do presidenciável Jair Bolsonaro, é o partido com o maior número de candidaturas, com 99; seguido do Avante, com 96 candidaturas; e do PRTB, partido do vice de Bolsonaro, com 83 candidaturas. Estes são seguidos pelo PRP com 79 candidaturas, o PSC com 70 e o PROS com 64. Pelo perfil dos partidos e o número de candidaturas, observamos um crescimento de partidos conservadores. Siglas maiores, como PT e PSDB, possuem números modestos, com 34 e 30 candidaturas, respectivamente.

Labenert Ribeiro, Secretário Executivo dos Fóruns Regionais do governo de Minas Gerais, explica como é definido o número de candidaturas.

“Cada partido ou coligação pode registrar até 150% do número de cadeiras e tem que respeitar a cota de gênero. Os números podem variar pela estratégia do partido, dificuldade de cooptação e pela dificuldade de conseguir mulheres, o que proíbe o registro de mais candidatos homens.”

RENOVAÇÃO

Por mais que nos últimos anos o desejo e os movimentos de mudança da política venham crescendo, a expectativa em relação à renovação das cadeiras da Assembleia é pequena. A quantidade de recandidaturas é a maior taxa das últimas 3 eleições. Nessas eleições, quase 3 em cada 4 deputados estaduais buscam um novo mandato – uma taxa de 72,7%. Para o cientista político Pedro Biaso, a mudança deve ser maior no Executivo.

“Os eleitores brasileiros no geral tendem a se preocupar de forma abismal com o executivo e acabam esquecendo que seu governo depende fortemente do que se passa no legislativo, isso para o estado ou para o governo federal. Então, mesmo com uma alta expressão popular pela necessidade de renovação, o legislativo deve permanecer sem grandes alterações, pois essa narrativa de renovação permeia apenas a esfera executiva.”

A presença de assessores e colaboradores em diversas cidades permite a inserção dos deputados nas diferentes regiões do estado. Minas Gerais é o estado com mais cidades no país, 853, por isso a maioria dos candidatos acaba por focar a sua campanha em sua cidade e/ou região. O histórico mostra que quem busca a reeleição acaba tendo mais chances de vitória do que os que estão de fora.

O PERFIL DOS 1271 CANDIDATOS

O levantamento feito com base nos dados de candidaturas divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral apontam que o perfil de quase metade dos candidatos se assemelha ao dos políticos atuais – homem, branco, com mais de 50 anos e de baixa escolaridade.

IDADE

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GÊNERO

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COR

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ESCOLARIDADE

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O estudo chamado Mulheres Inspiradoras revela que MG está entre os piores em ranking de representatividade. A atual assembleia possui apenas 5 mulheres entre as 77 cadeiras. Nas últimas eleições foram 321 candidatas, e elas receberam apenas 8,21% dos votos válidos. Nestas eleições o número subiu para 390, mas, com o aumento do número de candidatos, este número é de apenas nove candidatas a mais que o mínimo de 30% exigido pela reforma eleitoral de 2009.

Um dado alarmante é que nas últimas eleições, em 2016, 86% dos 18,5 mil candidatos que não receberam nenhum voto eram mulheres. Para o cumprimento da legislação, muitos partidos recorrem a candidatas “laranjas” para cumprir a cota de gênero. No pleito à assembleia em 2014, 8 candidatas não foram votadas, enquanto 24 delas não passaram de 10 votos. Desde 2009, o número de candidatos sem nenhum voto cresceu exorbitantemente, e a quantidade de mulheres em relação aos homens é até 7 vezes maior.

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Você conhece o melhor método de investir seu dinheiro?

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Investir dinheiro nunca foi tão fácil. Existem muitas opções para quem tem esta pretensão, seja ela de rentabilidade, segurança, diversificação ou apenas um equilíbrio na carteira no final do mês. Para saber qual a sua real necessidade de investimento é importante ter em mente as respostas das perguntas: Como? Quando? Até quanto? Onde? Você pode alinhar essas respostas ao seu perfil e definir qual a solução mais conveniente.

Grande parte das pessoas que pretendem começar investimentos, mas que ainda não buscaram se informar sobre as opções, acreditam que é necessário depositar uma alta quantia de dinheiro. Isso não é necessário. Dúvidas como essa, sobre a segurança do dinheiro e qual a melhor opção para esses futuros investidores, foram respondidas pelo design e investidor Lucas Sales (28).

Há um ano aplicando dinheiro, Lucas explica que “existe o perfil conservador e o agressivo, quanto mais conservador você for com seu investimento, mais seguro ele é”. O Tesouro Direto, Tesouro Selic, CDB, LCI, LCA possuem um fundo garantidor (FGC) de até R$150.000,00, diferente do que ocorre com a bolsa de valores.

“Sobre a melhor opção? É relativo. Depende do seu objetivo e da sua urgência”. É sabido que a rentabilidade está diretamente ligada ao tempo em que você deixa seu dinheiro investido. Atualmente, Lucas acredita que a melhor opção é o crédito bancário, os CDBs, onde você investe a partir de R$1.000,00 e o dinheiro fica rendendo até 5 anos. Mas, para quem está iniciando, é indicado o Tesouro Selic, em que seu dinheiro fica rendendo o tempo que quiser, o valor mínimo é de R$30,00 e pode ser retirado quando necessário. Ao longo do tempo se houver um aumento no investimento, é interessante, segundo ele, passar para o LCI (crédito imobiliário) ou LCA (crédito agropecuário).

O economista e professor de economia financeira Fernando Agra, lançou recentemente um livro infanto-juvenil chamado “Aprendendo a investir no Tesouro Direto”. Fernando destacou ainda, um artigo publicado na Gazeta de Alagoas, no qual ele fala um pouco sobre esse tema. “Apesar de ser infantojuvenil, muitos adultos têm se interessado pelo livro em função do tema estar em voga, e o Tesouro Direto aparece como mais uma opção para poupar e assim acumular uma reserva financeira para financiar os estudos dos filhos, para um complemento de aposentadoria, para crescimento de patrimônio etc. “

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Em tempos de streaming, fãs declaram amor pelos vinis

Por Gabriella Almeida

Apesar do aumento do público engajado nas músicas digitais, mídia física é bastante procurada por público que busca alternativa à tecnologia

O povo brasileiro, conhecido por sua espontaneidade e felicidade, leva o ditado popular “quem canta seus males espanta” muito a sério. Os diversos gêneros musicais estão presentes no cotidiano de grande parte da população, seja através de fones de ouvido, na televisão, no rádio, e mesmo em propagandas.

Essa paixão e tradição musical tornam o Brasil um grande consumidor de produtos referentes ao universo da música. Segundo dados do Music Business Worldwide, em 2016, as plataformas de streaming de música ultrapassaram o número de assinantes daquelas voltadas a produções audiovisuais, como a Netflix. Essa mudança na forma de consumo vem colaborando para que dispositivos como vinis, fitas cassetes e CDs se tornem itens desejados por um público mais restrito, os colecionadores e admiradores da mídia física.

Maicon Cesca, gerente do Museu do Disco da cidade de Juiz de Fora, afirma que dois públicos procuram constantemente seu estabelecimento: as pessoas que foram acostumadas a um “mundo analógico” e sempre se interessaram por discos e vinis e, nos últimos cinco anos, um público mais jovem.  “Nosso público tem crescido bastante nos últimos 5 anos. Muita gente jovem, em razão da cultura vintage, procura discos de vinil para escutar em casa”, afirma.

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Museu do disco oferece grande variedade de vinis. Foto: Gabriella Almeida

Ele também ressalta que o crescente sucesso dos LPs está atrelado a uma cultura mais antiga, a de fãs que acompanham a vida e carreira dos artistas. Para ele, a cultura da música atualmente é muito descartável, e artistas que fazem sucesso hoje podem já não ser interessantes no próximo mês. “Até os artistas são descartáveis. ‘Entra’ um e já aparece outro. Hoje tudo é mais comercial, as pessoas não acompanham muitos artistas, não procuram produtos de bandas…”, diz.

Vinil é arte

Fã de música e colecionador de vinis, Pedro Paiva também é DJ e um dos fundadores do coletivo ‘Vinil é arte’. O coletivo é um projeto criado por ele em parceria com os DJs Snup-in, Tuta e NGS. O que motivou a criação do ‘Vinil é arte’ foi a vontade de dividir as descobertas musicais dos discos com um público além do círculo de amizade. “O objetivo era mostrar que a cultura do vinil é uma forma de arte. Mostrar que o DJ pode ser mais do que alguém que seleciona sucesso, ele cria narrativas musicais como uma autêntica expressão artística”, afirma.

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Pedro, um dos representantes do coletivo ‘Vinil é Arte’ toca em festas de Juiz de Fora. Foto: Facebook

Além dos eventos em que toca com seus parceiros do ‘Vinil é Arte’, Pedro e os outros DJs produzem festas com amigos de outras cidades e que também utilizam os vinis em seus trabalhos. Segundo ele, isso oferece uma circulação de diferentes estilos na cidade. Apaixonado pelo mundo da música, Pedro Paiva também consegue espaço para organizar a Feira de Discos de Juiz de Fora, um evento que reúne ‘amantes da boa música’ e oferece uma experiência que permite o contato com a “verdadeira cultura do vinil”.

Tecnologia x discos

Enquanto os CDs e as plataformas de vendas de músicas vêm perdendo espaço para as plataformas de streaming, os vinis se encontram em uma situação diferente. A tendência no aumento da procura por esses discos se tornou um fenômeno global, de forma que, após mais de vinte anos, a Sony, uma grande empresa do ramo musical, voltou a produzir discos de vinil.

O colecionador Alexandre Polito disse que escuta vinis desde sua infância e, recentemente, decidiu voltar com o hábito de ouvir música a partir dessa produção física porque é uma fuga da tecnologia que lida diariamente. “Os vinis são muito bons, porque o mundo de hoje está tão digital, e eu já me cansei desse mundo digital, quero fugir dele”, diz. Ele também ressalta que esteve presente na Feira do Disco, gostou muito da iniciativa e ainda reitera que a cidade precisa de mais iniciativas como essa, que incentivem os vinis que foram e ainda são importantes para uma parte da população.

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Alexandre observa a vasta coleção do Museu do Disco. Foto: Gabriella Almeida

 

 

A poesia se torna popular entre os jovens

Por Hugo França

Em tempos que se percebe menos interesse pela literatura, principalmente entre os jovens, alguns vem na contramão de tudo isso, fazendo questão de colocar no papel suas paixões, desejos e frustrações em forma de poesia.

Não precisamos ir tão longe para encontrar quem escreve suas poesias de forma independente. Hugo Ribeiro, estudante da UFJF, escreve sobre o cotidiano, amores, dores, anseios e desejos, tudo em forma de poesia. A cidade de Juiz de Fora oferece espaços para que o jovem estudante exponha seu trabalho. Confira a entrevista feita com o jovem poeta e mergulhe nesse  universo que só a literatura proporciona.

CD: Quando surgiu o gosto pela poesia?

Hugo:  A poesia me surgiu como um amigo que a gente faz sem aviso prévio. Nada disso. Surgiu, na prática, como um amigo de longa data — porém ameno— com o qual nos habituamos a conversar apenas coisas sobre a vida cotidiana e que, por algum deslize existencial (ou overdose de entorpecentes, como bons livros), passamos a confessar pulsões de delírio, amores bandidos, penas de morte, quedas de abismo, flores invisíveis e, dada a confiança confessional que adquirimos, passamos a querer perto, para sempre —até que ele saiba mais do que deveria. Como acredito que nem toda poesia nasce da amargura, prefiro dizer que meu gosto pela poesia surgiu desde que adquiri coragem para escalar o abismo em que haviam me abandonado, quando nasci.

CD: Qual o tipo de poesia mais lhe atrai?

Hugo: De toda poesia, prefiro aquela que me olha nos olhos, independente da sua gravidade. Percorro, todos os dias, o caminho que vai do Vale do Medo até Arcádia.

CD: Você tem algum método específico para escrever?

Hugo: Como todo bom poeta, sou um método. Se fundamenta no estabelecimento de uma distância segura da escrita, como um mendigo que, para fazer com que seu cão retorne, o ignora. Além disso, muita água, paciência, coragem e um guardanapo, para limpar a boca.

CD: Quais os lugares onde você se apresenta/expõe o seu trabalho? Pode me contar sobre algum deles?

Hugo: Já expus meu trabalho de poeta em vários lugares fechados, inclusive uma vez em um colégio municipal, que me traz graciosas e trêmulas lembranças. Dos lugares fechados, os mais abertos, por favor. Onde mais me apresentei foi em alguns bares da cidade, já que o medo do ouvinte pode ser remediado pelo álcool, e a ousadia do poeta pode se tornar um fetiche (vez ou outra). Saraus, algo nisso me aborrece, talvez o semitismo que precede a comunhão.

CD: Qual seu conselho para jovens poetas como você?

Hugo: Morram. Não, brincadeira. Se escondam assim que encontrarem a verdadeira poesia, pois isso deformará seus corpos, para o bem ou para o mal.

CD: Para você, qual a representatividade que a poesia tem em sua vida?

Hugo: A poesia é o primeiro alimento que procuro depois de um longo período de jejum. É a filha que se chama “Mãe”. É o meu modo de me comunicar com os seres maiores, sejam eles flores ou pedras, e poder dialogar com os cães, com um pouco mais de embasamento.

Hugo busca suas inspirações no amor, no jeito dele se apresentar, na natureza, na cultura, seja ela erudita ou popular, na dor e na solidão, quando alcançada e decifrada. E, enquanto poeta, tem um desejo fora da curva, ele quer chegar a ponto de negar o desejo de um editor publicá-lo, apenas por “birra e charme”. Além disso, pretende não ter a necessidade de escrever tudo que lhe pareça poesia, e “poder dar mais ouvidos a outros oráculos.” Ser imortalizado enquanto poeta? Não! Hugo tem pavor de relógios parados.