Aula de defesa pessoal atrai mulheres

Por Raissa Segantini

O número de denúncias de violência contra a mulher aumentaram nos últimos anos e, além disso, elas vêm se tornando cada vez mais independentes, deixando de lado a premissa de que precisam ser defendidas por homens. Isso é algo notável para a sociedade, o que confirma a Instrutora de hapkido Karina Reis, que dá aulas de defesa pessoal e observa o crescimento de procuras pelo aprendizado.

As buscas não são em vão, aliás, as aulas tem como público-alvo mulheres que se sentem sexualmente, fisicamente ou emocionalmente ameaçadas ou já foram vítimas de alguma agressão. De acordo com Karina, “em relação ao emocional, melhora a capacidade de decisão, resistência à frustração, perseverança e outros valores e princípios que aumentem o sentimento de segurança”. Ela ainda acrescenta: “Força física é o que menos importa na defesa pessoal.”

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A instrutora, filiada à Federação Mineira de Hapkido, não impõe um número de aulas, mas considera que o ideal é a prática contínua, levando à efetivação das técnicas. As suas aulas são articuladas respeitando as características do local onde as aplica, já que não é agregada a nenhuma academia, dando apenas aulas particulares, em eventos ou em projetos sociais.

As aulas como projetos sociais são cada vez mais requisitadas e já se tem planos para mais aplicações, visando o futuro político-social brasileiro. Foi o caso das aulas coletivas ministradas por Karina no “Movimento Mulheres em Luta”, pensadas inicialmente nas trabalhadoras das periferias, mas recebendo, principalmente, universitárias, de acordo com a integrante Laiane Araújo, que também esteve na organização da programação e participou como aluna. Elas ocorreram gratuitamente todos os domingos durante três meses em 2015 e as inscrições acabaram rápido, tendo em menos de duas horas, mais de 60 inscrições.

A atividade surgiu como protesto à recusa da Câmara de Vereadores de Juiz de Fora a um abaixo-assinado pedindo a reabertura da Casa Abrigo, o funcionamento 24h da Delegacia de Mulheres e respostas sobre a agressão que uma mulher sofreu dentro da delegacia, partindo de um policial civil, segundo Laiane. Entretanto os motivos eram imensuráveis, ela afirma: “Serve para proteger a nós mesmas, namoradas, amigas, mães ou qualquer pessoa que já passou por um trauma”.

“Acabava virando um espaço que ia muito além de questão física, tornava-se um grupo de apoio emocional, quando cada participante dizia o porquê de estar iniciando as aulas. Isso gerou aproximações e relações saudáveis”, de acordo com a entrevistada, Laiane. Agora, ela tem a certeza de que, havendo necessidade, “todas as mulheres que participaram já têm condições de se defender”.

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Comércio de Juiz de Fora tem expectativa de crescimento nas vendas da Black Friday

Por Allan Santana

Os comerciantes em Juiz de Fora já iniciaram os preparativos para a Black Friday, que acontece na penúltima sexta-feira de novembro, dia 23. De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), a expectativa de crescimento nas vendas varia entre 5% e 10% em relação ao mesmo período de 2017.

A Black Friday vem ganhando cada vez mais espaço e já é a segunda melhor data para o varejo no país, perdendo apenas para o Natal. Smartphones, TV’s e eletrodomésticos devem ser, mais uma vez, os produtos mais procurados pelos brasileiros na data.

O técnico em eletrônica Guilherme Santos é um dos que está esperando pela Black Friday e já decidiu o que pretende comprar: um videogame. Para não ser enganado com falsos descontos, ele revela sua estratégia “Tenho acompanhado o preço nas lojas físicas e também baixei uma extensão no Google Chrome, para fazer um bom negócio.”

black-friday15As promoções da Black Friday chegam até a motivar brigas pelas produtos ofertados. (Foto: Nacho Doce/Reuters)

Para o presidente da CDL, Marcos Casarin, o consumidor está
mais consciente e atento aos preços para fazer um bom negócio. “A Black Friday vem se consolidando a cada ano. Tem muita gente que espera para comprar algo justamente nesta data e monitora os preços.”, afirmou.

Procon nas ruas

Os falsos descontos são alvo de muita reclamação por parte do consumidor e em Juiz de Fora, não é diferente. Pensando nisso, o Procon está percorrendo as principais lojas da cidade e acompanhando os preços dos produtos mais comuns da Black Friday. O superintendente do Procon, Eduardo Schroder, faz o alerta: “Caso a redução não exista e seja anunciada a falsa promoção, isso infringe normas do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e é passível de punição, como multa (que varia de 500,00 a 7 milhões de reais), suspensão da venda do produto e até interdição do local.”

Dicas para fazer boas compras

O Procon-JF listou algumas dicas para fazer melhores compras, confira:

– Em compras presenciais, aquelas feitas diretamente nas lojas, o teste do produto deverá ser solicitado ao vendedor. Neste tipo de compra, de balcão, não há prazo de arrependimento e a troca por motivos de cor, gosto ou tamanho só é obrigatória nos casos em que o vendedor tenha registrado (na etiqueta do produto, ou na nota fiscal) tal possibilidade.

– Cuidado com links e ofertas recebidas por e-mail ou redes sociais, consulte sempre a página oficial da loja.

– Nas compras pela internet, o CDC prevê um prazo de 7 dias, a partir do recebimento do produto ou da contratação do serviço, para a desistência da aquisição.

– Tanto nas compras presenciais quanto nas compras virtuais o consumidor deverá exigir a nota fiscal, pois o documento é uma garantia e também será fundamental caso o produto adquirido venha a apresentar defeito e o consumidor possa registrar uma reclamação no Procon.

– Confira o prazo de entrega antes de fechar a compra para evitar decepções, especialmente se o objetivo é comprar presentes para o Natal.

Um tiro, um mistério: A Bala de Prata

por João Guilherme

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O disparo da arma que lançou a bala contra o corpo do trabalhador rural Oscavo  mudou o rumo de sua família e deu início à trama da peça “A bala de prata”, de José Luiz Ribeiro, que está em cartaz com o Grupo Divulgação. As apresentações são de quarta a domingo, às 20h30, no Forum da Cultura.

A história começa na rotina, quando Oscavo se despede de sua esposa para ir ao trabalho. No caminho, o marasmo dos dias comuns é quebrado com um tiro, que atingiu o trabalhador e mudou toda a vida daquela família. Movidos pelo sentimento de justiça, os filhos de Oscavo começam uma verdadeira investigação. A peça envolve o público com o suspense e a expectativa de descobrir o brutal assassino do simples trabalhador rural. Em meio aos vários sentimentos provocados pela peça existe, como plano de fundo, a discussão da violência e da justiça com as próprias mãos.

“A peça é um drama policial. Até o final o espectador fica tentando descobrir quem foi que matou. Ela trata da questão da terra, do meeiro e do momento em que ele é posto para fora. É uma metáfora do tempo em que a gente está vivendo, desse momento em que as pessoas fazem justiça com as próprias mãos”, afirma José Luiz Ribeiro, escritor e diretor da peça.

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Elenco

Oscavo (o homem assassinado) e sua esposa Dolor ganham vida com os atores Lucas Lima e Márcia Falabella. Alícia Bretas, Renan Sousa e Lucas Barbosa representam os filhos do casal. Franklin Ribeiro vive doutor Neves e Washington Botelho interpreta Marco. Completado o time de atores da peça estão, ainda, Paula Landim, Andreza Dias, Victor Dousseau, Dowglas Mota, Rodrigo Luiz, Maria Cassani, Bruna Valentim, Felipe Lopes e  Heber Córdova Pastor.

Celebrando 55 anos dedicados ao teatro, a peça conta com a direção de José Luiz Ribeiro, que também é o responsável pela iluminação e a trilha sonora, que é tocada ao vivo.

Temporada

A peça fica em cartaz de quarta a domingo, até o dia 25 de novembro, sempre às 20h30, no Forum da Cultura (Rua Santo Antônio, nº 1.112 – Centro). Os ingressos custam R$20,00 inteira e R$10,00 meia entrada.

A onda do Crossfit veio para ficar

Por Hugo França

Em Juiz de Fora é crescente o número de academias e grupos que fazem o treino de Crossfit. Diferente de tudo que estamos acostumados a ver nas tradicionais academias de ginástica, o treino é conhecido por sua intensidade, o trabalho coletivo e a rapidez nos resultados para quem busca rápido emagrecimento e definição corporal.

O Crossfit consiste na realização de exercícios funcionais que combinam força, resistência cardiovascular e respiratória, agilidade e flexibilidade. O treino não tem rotina e monotonia mantendo a alta intensidade.

Os exercícios são mais amplos que os de academia, em uma única aula o aluno pode trabalhar todas as capacidades físicas. Já as outras modalidades de exercícios costumam focar em uma única capacidade física por aula, acoplando alta intensidade misturando diversos tipos de modalidades como o levantamento de peso, exercícios ginásticos e cardiovasculares.

O estudante de educação física, Rodrigo Duque, treina há dois anos e para ele os resultados vão além do aspecto físico. “O crossfit gera um sentimento muito grande de comunidade nas pessoas, criando diversos amigos dentro do centro de treinamento”, conta Rodrigo.

As aulas de Crossfit são coletivas, então todos os praticantes seguem o mesmo cronograma da aula, respeitando seus limites e individualidades. A aula é dividida em quatro partes, começando com a mobilidade, onde são aplicados exercícios para soltar a articulação e permitir que os praticantes realizem a atividade com amplitude máxima.

Em seguida começa o “Warm up”, que é o aquecimento e que tem como objetivo preparar o corpo para as fases seguintes. A terceira parte é o “skill”, é o momento em que trabalham a técnica de um determinado exercício. E por último o “WOD, Workout of the Day”, ou “missão do dia”, é o momento mais puxado da aula, no qual é passado um conjunto de movimentos que o treinador define para uma sessão de treino.

O que é preciso para se tornar um treinador de Crossfit?

No Brasil, para dar aulas de educação física ou ser instrutor de academias é preciso ter graduação em Educação Física e registrado junto ao CREF (Conselho Regional de Educação Física) de sua região. Para fazer o curso Crossfit Leve1 não tem pré-requisitos, mas de acordo com o Guia de Treinamento Crossfit o nome da marca CrossFit™, não é gratuito.

Mesmo que você tenha um Certificado de Treinador Nível 1 (ou seja, mesmo que você tenha passado a prova do Nível 1), você não pode usar o nome da marca CrossFit para fazer propaganda, comercializar, promover ou solicitar negócios ou serviços. Se você fizer isso, seu Certificado de Treinador pode ser revogado, você pode ser processado judicialmente e seu pedido de afiliação pode vir a ser negado. Para obter uma licença para fazer propaganda e promover o treinamento da CrossFit, você precisa se afiliar.

Luana Mendes é treinadora de um grupo de Crossfit na academia Extrema, localizada no bairro São Mateus, em Juiz de Fora e nos conta que os treinadores têm o papel de demonstrar, ensinar e corrigir cada exercício que é passado durante a aula.

Muito se fala sobre os resultados e a fama que o treino de Crossfit tem é que quanto mais você suar a camisa, mais rápido você emagrece, mas para a treinadora Luana Mendes, o sucesso no emagrecimento não é uma exclusividade só do crossfit. “Toda atividade física praticada de forma contínua tem resultados mais rápidos e capazes de gerar diversos benefícios à saúde e à qualidade de vida”, ressalta Luana.

Aos 31 anos, Gonçalves decide aposentar as luvas

Por Allan Santana

O goleiro Gonçalves surpreendeu a todos ao anunciar sua aposentadoria no início deste mês. Aos 31 anos, o arqueiro escolheu o Facebook para informar a decisão. Gonçalves chegou ao Tupi aos 16 anos, mas também defendeu as cores do Democrata SL, Sport JF, São Caetano, Aquidauanense e Formiga. Ele falou com exclusividade ao Chamou Digital (CD)

CD: Por que decidiu se aposentar ?

Gonçalves:  Havia um tempo que estava com este conflito interno de parar ou não. São muitas coisas envolvidas, como a instabilidade financeira e a família. Já não tinha aquele prazer todo em ir para o campo, treinar… Precisava dar um novo rumo na minha vida, conhecer novas pessoas.

CD: Sua última partida foi contra o Fluminense, em abril de 2014. A que você atribui a falta de oportunidades?

Gonçalves: Independente de jogar ou não, sempre fui extremamente profissional. Fazia a minha parte, sempre treinava em alto nível. Infelizmente, neste período, chegaram alguns goleiros e trocamos muito de treinador. Faltou alguém bancar “Agora é a vez do Golçalves, vamos dar uma oportunidade para ele.”  Por eu ser da casa, não estar jogando, acaba que pesava na escolha.

CD: Você já rescindiu o contrato com o Tupi. O clube te deve algo?

Gonçalves: O Tupi tem uma pendência comigo e com outros atletas que estiveram na campanha da Série C. Estamos esperando uma posição do clube e torcendo para que isso se resolva o mais rápido possível.

CD: Quais foram os jogos inesquecíveis?

Gonçalves: Sem dúvidas, a partida contra a Aparecidense-GO, pelas  oitavas de final da Série D, em 2013. O jogo estava se encaminhando para a eliminação do Tupi, eu estava no banco, já ajoelhado, quando o Ademilson ia fazer o gol, entra aquele cara lá, nada a ver, o Esquerdinha, e evita o gol por duas vezes e gera aquela confusão toda… Foi algo inusitado, que espalhou para o mundo todo e  eu nunca tinha visto algo parecido.

Relembre o lance abaixo:

Outro jogo memorável foi na estreia do Campeonato Mineiro de 2013. A partida foi contra o América, na Arena Independência. Defendi um pênalti cobrado pelo Obina, no final da partida. Aquele lance me marcou muito. Me preparei muito, psicologicamente, emocionalmente e até mesmo espiritualmente. Foi um jogo que eu sabia que seria decisivo para mim. Eu iria sair do Tupi, já estava tudo certo… Houve um “mover” muito grande, acabei jogando e fazendo uma grande atuação. Continuei no clube, tive uma melhora no meu salário, foi um divisor de águas.

 Relembre aqui:



CD: Um de seus projetos é a Goolsalves, escola de goleiros. O que você costuma dizer para quem está começando?

Gonçalves: Digo que é preciso muito trabalho. O goleiro tem que entender que é preciso repetição, humildade para aprender, reconhecer os erros, saber ouvir e assumir a liderança dentro de campo. Mais do que nunca, o goleiro necessita de uma parte emocional muito estabilizada, a mente precisa ser trabalhada. Tem a questão extra-campo também. Um bom goleiro não se faz só dentro de campo, mas fora dele também. Tem que ter hora pra tudo, principalmente para descansar e repor as energias.

 CD: Algum outro projeto em vista?

Gonçalves: Neste período acabei me envolvendo em questões políticas e algumas portas foram se abrindo. Quem sabe, futuramente, a Goolsalves não atue em algo que ajude pessoas menos favorecidas? Isso sempre foi algo que tive em meu coração. A política quando é feita de uma forma honesta, é possível ajudar a quem realmente precisa.

 

IMG_20181010_101017[1]Já no primeiro dia, Gonçalves não deu moleza aos alunos (Foto: Allan Santana)

Logo após a entrevista, Gonçalves iniciou a aula com os primeiros alunos: Lucas Albuquerque, Carlos Eduardo Aleixo e Danilo Rodrigues. Quem quiser mais informações sobre a Goolsalves Escola de Goleiros, pode entrar em contato pelo (32) 99145-1707.

 

Las Manas dá voz ao hip-hop feminino de Juiz de Fora

Por Raissa Segantini

Juiz de Fora abriga uma infinidade de grupos culturais independentes. O Las Manas Gang é um bom exemplo disso: fazendo parte do movimento hip-hop e abordando questões femininas e feministas, o coletivo promove vários eventos. Dentre eles, há o fixo “Roda das Manas”, que acontece aos domingos quinzenalmente, em espaço público no centro da cidade, geralmente em frente ao Cine-Theatro Central.

A história da formação é recente. Tudo começou com uma ideia da MC Thainá Kriya, quando foi convidada a cantar no Ato Internacional do Dia das Mulheres, no dia 8 de março de 2017, no centro. Envolvida nessa programação, a MC de destaque na cidade resolveu fazer um mapeamento de cantoras e demais artistas do gênero em Juiz de Fora para “tirar do papel” o projeto. Dentre essas mulheres já estavam na formação inicial grandes nomes como Laura Conceição e Tatá Dellon.

“A cultura hip-hop trabalha com diversas modalidades: o DJ, o break, o Grafite e o MC e o quinto elemento é o conhecimento”, diz Tatá Dellon e complementa: “Nosso coletivo oferece conteúdo para essa demanda”. Essa contribuição vem justamente com as artes visuais, o rap, o slam e qualquer forma de expressão artística que dê voz à periferia, ao movimento negro e, principalmente, às mulheres.

Além das rodas de domingo, onde mulheres e também homens podem assistir ou se apresentar, as organizadoras do Las Manas também realizam alguns outros eventos como o “Rap de Mina” e as rodas de conversa. Isso quando não são convidadas para participar de algo, como aconteceu recentemente ao se apresentarem no XV Encontro Juizforano de Psicologia. É importante dizer, aliás, que mesmo não sendo da organização, todas as mulheres que participam das atividades são consideradas integrantes do Las Manas Gang.

Uma outra ação que promovem é a oficina nas escolas, que hoje atua na E.E. Francisco Bernardino e na E.M. Santa Cândida. Dessa iniciativa voluntária, saem talentos entre os alunos que chegam a ser reconhecidos fora da cidade, concorrendo em premiações de slam. Segundo Tatá, mesmo quando esses novos artistas não representam o coletivo, acrescentam de alguma forma valor ao mesmo: “Acabam indo por si mesmas a eventos de cultura hip-hop, mas sempre lembram do Las Manas e retornam com uma boa bagagem para contribuir”.

Instagram das “minas” apresenta mais informações sobre as programações. E abaixo também há fotos da rede social que mostram um pouco da vibe cultura de rua que o grupo traz, especialmente na “Roda das Manas”.

 

Asfalto em Juiz de Fora está tomado por buracos

Por Hugo França

Há anos se ouve através de conversas, comentários e posts em redes sociais, pessoas reclamando, relatando e até mesmo documentando a situação de ruas e avenidas em Juiz de Fora. Buracos, rachaduras e a má conservação do asfalto são umas das pautas principais que estão presentes nas rodas de conversa de qualquer juiz-forano. O problema começou nos bairros mais periféricos, chegou ao centro da cidade e agora atinge até mesmo as localidades mais nobres da cidade.

Existe uma cobrança muito forte da população em cima da prefeitura para que se resolvam essas questões, mas o que já estava esquecido parece se tornar assunto banal desde que o Prefeito da cidade, Bruno Siqueira deixa o cargo e foca em trabalhar sua candidatura a Deputado Estadual. O vice Antônio Almas (PSDB) assume e seguindo os moldes de Bruno pouco se preocupada com as necessidades básicas da cidade.

Não é preciso ir muito longe para perceber que pontos muitos movimentados, inclusive no centro da cidade, estão com buracos ou mesmo com asfalto em qualidade precária. Nem mesmo o campus da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) fica de fora deste descaso. Ao transitarmos pelas avenidas Barão do Rio Branco e Presidente Itamar Franco vemos que buracos e pequenas depredações estão visíveis e prejudicando o trânsito de duas das avenidas mais movimentadas da cidade.

Segundo Guilherme Oliveira,Supervisor de Acompanhamento Imobiliário da Prefeitura de Juiz de Fora, a demanda para a manutenção das vias da cidade é alta e é preciso tempo para que todas as localidades sejam atendidas. “Recebemos diariamente uma gama enorme de pedidos e reclamações para restauração e tapagem de buracos em bairros, ruas e avenidas de Juiz de Fora. Nossa prioridade é atender as vias centrais de maior movimento em que os buracos estão de fato comprometendo o trânsito de carros e ônibus principalmente em horários de pico, logo após entraremos com os pedidos feitos pelas associações de moradores dos bairros periféricos de Juiz de Fora, onde as ruas além de esburacadas se encontram em péssimo estado”, ressalta Guilherme.

Para a moradora do bairro São Judas Tadeu, Graciane Assis, a quantidade de buraco e falta de cuidado das ruas do bairro prejudicam além da passagem com carros, mas também a qualidade da mobilização dos moradores. “Vemos aqui um descaso enorme com a população do bairro, pois já fizemos inúmeros pedidos junto à associação de moradores e ainda não obtivemos respostas, não conseguimos transitar pelo bairro sem desviarmos de buracos, lidar com os desníveis das ruas ou tropeçar em pedras causadas pela degradação do asfalto, além de comprometer a segurança das crianças que brincam pelas ruas de São Judas”, conta Graciane.

O que resta para o cidadão juiz-forano é esperar e cobrar que a prefeitura e os órgãos responsáveis pelo trânsito na cidade se sensibilizem com a situação em que se encontram as ruas da cidade. E quanto mais registros, pedidos e reclamações puderem ser feitas, melhor. O que importa é que a sociedade se mantenha unida na proposta de melhoria de nossas vias para maior qualidade no direito de ir e vir da população.

Juiz de Fora sai às ruas contra Bolsonaro

Por Raissa Segantini

Quem acompanha o desencadear das campanhas políticas para as eleições de 2018 no Brasil, sabe como é forte a luta popular a favor ou contra presidenciáveis e partidos. Não é diferente em relação ao movimento anti-Bolsonaro, que levou cidadãos, temendo a onda conservadora que parece se aproximar do país, a se unirem para evitar esse possível futuro.

É o caso do grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, que surgiu no Facebook em setembro, promovendo a famosa hashtag #EleNão, e foi hackeado e censurado, levando inclusive a consequências físicas, já que uma das administradoras foi agredida (Terra-UOL) por defensores radicais do candidato.

A questão se intensificou e, no último sábado, 29 de setembro, atos contra o presidenciável – organizado por mulheres, mas com participação de toda a sociedade que simpatiza com a luta dessa e de outras minorias – partiram de vários municípios brasileiros. Neste link  (G1) há imagens de manifestações em algumas das 144 cidades envolvidas e também de mobilizações, por outro lado, em apoio ao candidato a presidência pelo PSL, que ocorreram no mesmo dia ou no dia seguinte, em 40 cidades.

Em Juiz de Fora as duas correntes foram às ruas durante o fim de semana. No evento de sábado, Todos e todas contra o fascismo, calculou-se uma média de 20 mil pessoas. A programação correu com tranquilidade. O vídeo abaixo traz imagens do dia e depoimentos de quem esteve por lá:

Galeria:

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A Moda Sustentável: nova maneira para economizar

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Por Caroline Crovato

Quando o assunto é economizar, a moda sustentável está entre uma das opções eficazes mas que, muitas vezes, não é lembrada ou é até mesmo interpretada erroneamente. Isabela de Magalhães é jornalista, designer de moda e em 2016 criou o blog “Moda sem Sacola” com a proposta de falar sobre conceitos da moda vinculado à sustentabilidade.  Em 2018, Isabela criou a revista online com o mesmo nome – idealizada no Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo -, reformulou o blog e criou um Instagram para levar a ideia da moda consciente para mais pessoas nos dois veículos.

Isabela explica a existência da crença de que a moda sustentável é cara, entretanto tal pensamento é um mito. A moda sustentável precisa ser positiva para o planeta e para todos os que estão envolvidos em seu ciclo: desde a produção da matéria prima até os consumidores. Para tal, ela deve ter um valor justo com quem produziu a peça ou produto, assim como um custo que atenda aos consumidores.

Além disso, a moda sustentável utiliza-se de diversos recursos diferentes do que já estamos acostumados. Eles surgem como oportunidades de economia ao utilizar de refugo têxtil (retalhos) para fabricação de outros produtos, evitando desperdício e a compra de novos panos. O tingimento natural também é uma opção: milhares de flores, buquês e arranjos de vários tipos de eventos, em sua maioria, são descartados e terminam no lixo. Porém, as tintas derivadas de flores, folhas, sementes e até serragem podem ser utilizadas para tingir roupas, artesanalmente, em casa, por qualquer pessoa.

Isabela ressalta a importância de desacelerar a moda já que, ao produzir e consumir em exagero, as pessoas gastam muito dinheiro com itens que realmente não precisam. Ao buscar a moda sustentável, busca-se uma moda consciente. “Ao descobri-la, nos tornamos mais responsáveis com o nosso consumo, não compramos por impulso, buscamos compreender e escolher melhor o que realmente gostamos e queremos usar. Assim, a moda consciente acaba se tornando também uma forma de economizar”, ela destaca.

Outra maneira de economia é buscando por brechós. As lojas que vendem produtos usados são boas alternativas de gastar menos dinheiro e comprar com qualidade: só basta saber onde procurar, “garimpar” com calma e encontrar tesouros escondidos.

A moda muitas vezes pode parecer cara, novos produtos são lançados a todo segundo, instigando o desejo de comprar, mesmo sem a verdadeira necessidade. Mas sempre que bater a vontade de tirar o dinheiro da carteira, é bom lembrar que o consumo consciente e as buscas por marcas que utilizam alternativas positivas para o ambiente – e para o seu bolso- estão aí para ajudar na sua economia diária.

 

O encanto dos Coros – Festcoros 2018

 Por Letícia Nunes

O maior evento da música coral no Brasil aconteceu no último fim de semana aqui em Juiz de Fora – MG: Festival Internacional de Coros. Como o próprio nome diz, conta com a participação de grupos de coros do país e do mundo, ao todo mais de 50 apresentações dos 17 grupos participantes e mais de 20 mil pessoas encantadas com os concertos. O evento está em sua vigésima quarta edição e ele acontece todo ano no mês de setembro na cidade.

 

Realizado durante uma semana, conta com várias apresentações em diversas cidades da região, como Lima Duarte, Leopoldina, Guarani, Argirita, Maripá de Minas, Chácara, Coronel Pacheco e Rio Novo. Não somente em teatros, as apresentações acontecem também em igrejas, universidades, escolas, shoppings e centros comerciais. Os concertos de abertura e encerramento acontecem no Cine-Theatro Central em Juiz de Fora.

O Coro Acadêmico da UFJF foi um dos grupos que marcou presença no festival e se apresenta pelo quarto ano consecutivo. O grupo realizou duas apresentações, a de sexta-feira (28) foi na Igreja do Rosário, onde cantaram uma música autoral do seu maestro e professor Willsterman Sottani, a segunda aconteceu no sábado (29) no Cine Theatro Central com direito à percussão corporal.

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Willsterman contou a importância da participação de seus alunos em um festival tão grande. Segundo ele, “a experiência e a técnica de palco é muito importante para os estudantes”. O maestro explicou também em quais aspectos essa experiência proporciona evolução para o grupo: “Espacialização, presença e confronto”. A primeira se refere ao posicionamento em um palco; a segunda à concentração durante a apresentação em um lugar tão importante e com tantos espectadores; e por último, ele se refere à iluminação do palco, pois a iluminação vem de frente, o que pode dificultar a leitura da partitura.