Governo de Minas Gerais: Anastasia x Zema

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Foto: Reprodução/O Tempo

por Caroline Crovato

No próximo domingo, dia 28 de outubro, a população mineira volta às urnas para determinar, no segundo turno, quem será o governador do estado por 4 anos. Os resultados divulgados durante o primeiro turno, indicaram, para muitos, uma surpresa, por decidirem levar à disputa um candidato conhecido pelo eleitorado mineiro e outro estreante para o cargo.

Os candidatos escolhidos para o segundo turno foram o empresário Romeu Zema (Novo), totalizando 4.138.967 votos válidos (42,73%) e o ex-governador, Antônio Anastasia (PSDB), com 2.814.704 votos (29,06%).

O cenário político de intenção de votos ao Romeu Zema, que até então aparecia nas pesquisas em terceiro lugar, mudou na reta final da campanha, devido ao comparecimento do candidato no debate realizado pela TV Globo, cinco dias antes das votações. Além disso, acredita-se que seu crescimento também foi decorrente do apoio a João Amôedo, candidato à Presidência pelo Novo, e a Jair Bolsonaro, pelo PSL.

Essa reviravolta tirou da disputa o atual governador, Fernando Pimentel e deixou Antônio Anastasia para enfrentar o empresário. O professor formado pela UFMG, advogado e político do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) é natural de Belo Horizonte e tem 57 anos. Ingressou na vida pública durante a gestão de Hélio Garcia, em 1991, desempenhando cargos de secretário-adjunto de Planejamento, secretário de Cultura e presidente da Fundação João Pinheiro. No período entre 2010 a 2014, Anastasia tornou-se governador de Minas Gerais, vencendo as eleições no primeiro turno, com propostas de  criar redes entre o Estado, a sociedade civil organizada e a iniciativa privada, além de melhorar a qualidade de vida, dos indicadores sociais do Estado e aumentar a renda da população.

Agora, em 2018, o cenário político não está sendo tão “fácil” como há 4 anos. Romeu Zema é da cidade de Araxá, no Triângulo Mineiro, tem 53 anos e é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, São Paulo. Em 1991, assumiu o comando das Lojas Redes – empresa de acessórios, peças e lubrificantes automotivos, com  foco principal em cidades com menor concorrência e mais produtos acessíveis. Atualmente existem 430 lojas espalhadas pelo Brasil e seu faturamento, em 2012, chegou à 980 milhões de reais sendo considerada a quarta maior rede em número de lojas e 12ª maior em vendas.

Romeu Zema decidiu ingressar na política pela primeira vez e Minas Gerais escolherá entre um candidato já reconhecido ou entre o empresário “outsider”. O termo refere-se àquele que é de fora da elite política do país, ou seja, o que pretende agir de modo diferente a tudo o que se vê na política atual, principalmente durante o exercício da gestão; o antipolítico tradicional.

Segundo o professor na Faculdade de Comunicação da UFJF e cientista político, Paulo Roberto Figueira Leal, em momentos de crise, sejam eles políticos ou econômicos, nos quais cresce a descrença nas instituições, é comum que apareçam candidaturas que se apresentem como antissistema e antipolítica.

O cientista político destaca que isso não é algo inédito e recente, ou que caracteriza somente a candidatura de Zema. Fernando Collor, em 1989, construiu essa persona para si nas eleições presidenciais daquele ano. Mais recentemente, foi com esse discurso de não político que João Dória, em São Paulo e Alexandre Kalil, em Belo Horizonte, se elegeram prefeitos em 2016. Nas eleições de 2018, o mesmo fenômeno é visto no segundo turno com Zema em Minas Gerias ou Wilson Witzel, no Rio de Janeiro.

O cenário político está sujeito a sofrer mudanças repentinas, como já visto no primeiro turno para governador de Minas Gerais. Paulo Roberto afirma que o esperado seria a população agir com ceticismo nas urnas: “Alguém que se elege com o discurso da antipolítica, com frequência tem que trair o seu eleitor já no dia seguinte da eleição – afinal, governar no sistema democrático é necessariamente fazer política”, ele completa.

Juiz de Fora sai às ruas contra Bolsonaro

Por Raissa Segantini

Quem acompanha o desencadear das campanhas políticas para as eleições de 2018 no Brasil, sabe como é forte a luta popular a favor ou contra presidenciáveis e partidos. Não é diferente em relação ao movimento anti-Bolsonaro, que levou cidadãos, temendo a onda conservadora que parece se aproximar do país, a se unirem para evitar esse possível futuro.

É o caso do grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, que surgiu no Facebook em setembro, promovendo a famosa hashtag #EleNão, e foi hackeado e censurado, levando inclusive a consequências físicas, já que uma das administradoras foi agredida (Terra-UOL) por defensores radicais do candidato.

A questão se intensificou e, no último sábado, 29 de setembro, atos contra o presidenciável – organizado por mulheres, mas com participação de toda a sociedade que simpatiza com a luta dessa e de outras minorias – partiram de vários municípios brasileiros. Neste link  (G1) há imagens de manifestações em algumas das 144 cidades envolvidas e também de mobilizações, por outro lado, em apoio ao candidato a presidência pelo PSL, que ocorreram no mesmo dia ou no dia seguinte, em 40 cidades.

Em Juiz de Fora as duas correntes foram às ruas durante o fim de semana. No evento de sábado, Todos e todas contra o fascismo, calculou-se uma média de 20 mil pessoas. A programação correu com tranquilidade. O vídeo abaixo traz imagens do dia e depoimentos de quem esteve por lá:

Galeria:

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Política Universitária

Por Fernanda Bonfim

O meio universitário, como agitador de ações políticas, possui não somente demanda de debates, como também a representação estudantil nos mais diversos níveis. A estrutura hierárquica de alunos, professores e outros gestores, dentro de uma instituição pública faz necessárias medidas para garantir que suas decisões sejam tomadas coletivamente.

Uma forma de democratizar o diálogo é a formação de entidades representativas dos estudantes. Mesmo sendo a maioria nas Universidades, muitas vezes não se encontram nas reuniões institucionais. Por isso, precisam de um grupo eleito e previsto na regulamentação das instituições, para participar de tais atividades.

Estes grupos são os Centros e Diretórios Acadêmicos, e o Diretório Central dos Estudantes. Instâncias que, presentes nas mais diversas reuniões, participam de todos os debates que envolvem faculdades, unidades, institutos e a universidade como um todo. Sendo também responsáveis pelas tomadas de decisões, precisam estar alinhadas com os interesses dos alunos e para isso é necessário que estes participem das eleições e escolham os representantes mais próximos de seus ideais.

Porém, as expectativas não têm atendido à realidade, conforme dados das últimas eleições demonstram. Para representar as biológicas, humanas, artes e exatas; o Chamou Digital buscou informações dos DAs de Ciências Biológicas, Comunicação, Artes e Design e Engenharias.

A que obteve mais sucesso na participação estudantil foi a área de biológicas. Com participação de quase 60% dos estudantes do curso, acumularam 170 votos distribuídos em duas chapas e nulos. A atual presidente do DACBIO, Andreia dos Santos Alvim, comenta que a mobilização deu-se por diversos fatores políticos que têm se acumulado ao longo dos anos, tais como: sucateamento do curso, críticas do MEC ao currículo e a redução da nota no Enade.

“Essas questões estavam sem resposta, estávamos sendo deixados no escuro mesmo sendo diretamente afetados por isso. Então houve grande movimentação dos alunos para escolher uma chapa que representasse bem a biologia e realmente se envolvesse e participasse das mudanças”.

Talvez por não compartilharem da mesma urgência, os demais cursos demonstram baixo envolvimento. As Artes tiveram engajamento de 20% do eleitorado, enquanto a Comunicação teve 25% e as Engenharias apenas 10%. Enquanto nas artes Augusto Saude, membro do DA, acredita haver falta de interesse dos alunos; Laura Matos, ex-presidente do DA das engenharias, associa a baixa participação à descrença dos estudantes em suas representações.

O fator comum é o abandono do direito ao voto, exceto quando este se mostra imprescindível para o bem estar e favorecimento dos eleitores. Os quatro DAs têm histórico de eventos para debater as políticas dos cursos, mas a baixa participação aos poucos tem reduzido cada vez mais o número de tais iniciativas.

Se não houver a reversão deste quadro, as decisões serão tomadas por uma minoria longe dos olhos dos principais impactados. Levando em consideração a movimentação de privatização dos serviços públicos, não se trata apenas de uma questão de acompanhar a política, mas de zelar pelo ensino público, gratuito e de qualidade.

Participação eleitoral estudantil

Confira as propostas dos candidatos a presidência

Por Alice Gotelip

As eleições presidenciais acontecerão no dia 7 de outubro, esse é um dos momentos
mais importantes do nosso país, cada um de nós tem o direito e o dever de decidir o futuro do Brasil. São ao todo 13 candidatos na corrida presidencial, todos eles apresentaram planos de governo e tem inúmeras propostas.

Mas a pergunta é: estamos preparados para decidir em quem vamos votar? Vemos
muitas discussões sobre política nas redes sociais, mas sabemos de fato as propostas que os candidatos apresentam?

Pensando nisso, o Chamou Digital decidiu trazer para o leitor os pontos principais das
áreas de segurança, economia, educação e saúde dos três primeiros colocados da pesquisa do DATAFOLHA do dia 14 de setembro, são eles: Jair Bolsonaro, do PSL; Ciro Gomes, do PDT e Fernando Haddad, do PT.

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Imagem da internet

Na liderança das pesquisas está Jair Bolsonaro – com 26% das intenções de votos- é
também o que soma a maior rejeição, 44%. Para a segurança, o candidato propõe: a redução da maioridade penal para 16 anos, a reformulação do estatuto do desarmamento, defendendo o direito de posse de arma de fogo para todos, castração química voluntária para estupradores em troca de redução de pena e que os policiais não sejam punidos se matarem alguém em confronto.

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Jair Bolsonaro – Imagem da internet

Já na área de economia, quem ficara à frente é Paulo Guedes, mas Bolsonaro defende a criação de uma nova carteira de trabalho verde e amarela, em que o contrato individual prevaleça sobre a CLT. Os novos trabalhadores poderão optar por um vínculo empregatício baseado nessa nova carteira ou na tradicional (azul), além de ter uma CLT diferente para trabalhadores rurais. Segundo o candidato, a categoria não pode parar no
Carnaval, sábado, domingo e feriado pois,“A planta ali vai estragar”. A criação do Ministério da Economia também é proposta, esse, teria funções realizadas hoje por outros ministérios. Defende, ainda, a prática do livre mercado e a redução dos impostos, além de ser contra a taxação de grandes fortunas e heranças e novas tributações a empresários.

Na educação, o candidato não admite a ideologia de gênero nas escolas. Defende a
cota social e diminuição do percentual de vagas para cotas raciais. Propõe aumentar o número de escolas militares, a adoção de ensino a distância para ensinos fundamental, médio e superior, tendo aulas presenciais apenas em provas e aulas práticas.

Para a saúde, propõe: a criação de um prontuário Nacional Eletrônico Interligado, os
postos, ambulatórios e hospitais devem ser informatizados com todos os dados do
atendimento; criar a carreira Médicos de Estado, para atender áreas remotas e carentes e, profissionais dos Mais Médicos, só poderão atuar se aprovados no Revalida. Defende, para a diminuição da mortalidade infantil, o investimento na melhoria do saneamento básico e adoção de medidas preventivas para a diminuição do número de prematuros, como estabelecer nos programas neonatal a visita das gestantes ao dentista.

Confira o plano completo do candidato aqui

Em segundo lugar, com 13% das intenções de votos e em quinto na lista de rejeição,
com 21%, está o candidato Ciro Gomes. Na segurança: ele propõe a criação de uma Polícia de Fronteira, um programa de acompanhamento de jovens egressos do sistema prisional, implementar um sistema nacional de inteligência e segurança pública, direcionar as polícias federais no combate às organizações criminosas violentas e desenhar um novo modelo de segurança pública, em que a União participe mais da prevenção e repressão à criminalidade violenta, para isso, melhorar as formas de financiamento das políticas de segurança, coordenar os esforços dos Estados para conter o crime, organizar os esforços na repressão e prevenção ao homicídio.

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Ciro Gomes -Imagem da internet

É na área de economia em que o candidato mais chama atenção, com a proposta de
criação do programa Nome Limpo, para ajudar a limpar o nome de 63 mil brasileiros do SPC e Serasa, através da renegociação, descontando multas e correções. Vai contra as reformas trabalhistas feitas por Michel Temer e propõe uma reforma diferente, pretende fazer uma reforma na Previdência com um sistema público de capitalização, em que trabalhadores fazem uma espécie de poupança para pagar a própria aposentadoria. Com adoção de regras de transição, essa reforma ajudaria a acertar as contas do governo, assim como reduzir despesas, mudar a composição da carga tributária, baixar a taxa de juros e tornar a taxa de câmbio competitiva, além de reindustrializar o Brasil e retomar obras que estão paradas e o investimento em obras de saneamento básico e na construção de moradias populares aumentando assim o número de empregos.

A principal proposta do candidato para a educação é a criação de creches integrais
para crianças de 0 a 3 anos e a criação de Escolas Profissionalizantes também de tempo
integral, com o ensino médio integrado ao ensino técnico. Pretende também elevar a média de anos de estudos da população, criando um programa de redução da evasão no Ensino Médio, premiando escolas que conseguirem diminuir com o número de evasão e aumentar o desempenho dos alunos.

Na Saúde: o candidato pretende reduzir a espera para atendimentos ambulatoriais,
consultas especializadas, realização de exames e cirurgias eletivas, investir em campanhas de vacinação e na formação de médicos generalistas, ampliar o acesso a serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e resíduos sólidos, além de eliminar o subfinanciamento da saúde causado pela emenda do teto de gastos.

Confira o plano completo do candidato aqui

Fernando Haddad aparece em terceiro lugar nas pesquisas, empatado com Ciro
Gomes com 13% das intenções de votos, e também em terceiro na pesquisa de rejeição, com 26%. Na área de segurança propõe: aprimorar a política de controle de armas e munições reforçando o seu rastreamento, alterar a política de drogas e, ao mesmo tempo, prevenir o uso. Defende também: reformar a legislação para que a privação de liberdade seja adotada apenas em condutas violentas; criar um Plano Nacional de Política Criminal e Penitenciária, que estabeleça uma Política Nacional de Alternativas Penais, além de retomar o investimento nas Forças Armadas e que o Ministério da Defesa seja novamente ocupado por um civil.

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Fernado Haddad – Imagem da internet

Para a economia: pretende revogar medidas do governo Michel Temer, como a
emenda do teto de gastos, a reforma trabalhista e mudanças no marco regulatório do Pré-Sal; criar medidas emergenciais para sair da crise, por exemplo, a redução dos juros, criação de linhas de crédito com juros e prazo acessíveis com foco nas famílias; criação de um Plano Emergencial de Empregos com foco na juventude; e retomada de obras paralisadas e do Programa Minha Casa Minha Vida. Além de estimular a reindustrialização, para isso, bancos públicos devem assumir papel importante no financiamento.

Na educação, o candidato pretende revogar a emenda de teto de gastos e retomar os
recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do Pré-Sal para saúde e educação.
Propõe priorizar o ensino médio, criar, por exemplo, o Programa Ensino Médio Federal,
ampliando a participação da União nesse nível de ensino, algumas das propostas são fazer convênio com Estados para assumir escolas situadas em regiões de alta vulnerabilidade e criar um programa de permanência para jovens em situação de pobreza, além de revogar a reforma do Ensino Médio do governo Michel Temer. Propõe também, realizar anualmente um Prova Nacional de Ingresso na Carreira Docente na rede pública de educação básica.

Para a saúde, ele propõe: investir na implementação do prontuário eletrônico que
reúne o histórico de atendimento do paciente no SUS e implementar um Plano Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável. Pretende criar Rede de Especialidade Multiprofissional (REM), em parceria com Estados e municípios, com polos em cada região de saúde.

Confira o plano completo do candidato aqui

Como podemos ver, são muitas propostas, algumas bem diferentes das outras, e essa são apenas algumas das ideias dos candidatos. Antes de debater e decidir em quem vai votar, pesquise mais sobre o seu candidato. O futuro do Brasil está em suas mãos.

Estrangeiro Eleitoral

Por Fernanda Bonfim

No dia 07 de outubro irá acontecer o primeiro turno das eleições presidenciais e também votação para governador, senador e deputados estaduais e federais. Mas muitas pessoas estarão impedidas de votar por não estarem em seu domicílio eleitoral.

Marina Abud Ferreira de Camargo Pires, estudante de Artes e Design na Universidade Federal de Juiz de Fora, mudou-se para a cidade em 2015 quando foi aprovada para o curso. Na correria da rotina, ela perdeu o prazo para fazer a transferência do título para Juiz de Fora, portanto este ano não poderá votar.

Caso não justifique seu voto, terá que pagar a multa de valor simbólico de R$3,50 ou ficará impedida de tirar passaporte, participar de concursos públicos, fazer matrícula em faculdades, obter empréstimo de bancos oficiais, entre outras restrições.

Uma alternativa à transferência do título é declarar voto em trânsito; quando se vota em outra cidade por não estar na sua de residência. Pedro Moysés Procópio, morador de Juiz de Fora, ainda tem Florianópolis como domicílio eleitoral. Por ter pedido voto em trânsito, conseguirá votar para presidente, mas não para os demais cargos, uma vez que está em outro estado que não o de sua antiga cidade.

Vilma Sinott, chefe do cartório eleitoral de Juiz de Fora, aponta que as urnas não têm capacidade de registrar dados de todo o país. Por isso, serão registrados somente os dados dos candidatos do estado em que se encontra a urna e os dos presidenciáveis, o que impede que pessoas de outros estados possam pedir voto em trânsito para cargos que não o de presidência.

Votar ou justificar a ausência são não apenas obrigações, mas também um ato político, como destaca Pedro Moysés: “Isso afeta diretamente minha participação política numa democracia como um todo. Mesmo eu tendo conseguido pedir voto em trânsito, vou votar só pra presidente. Então todo o resto deixo de participar e estou deixando os outros escolherem por mim.”

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