Aula de defesa pessoal atrai mulheres

Por Raissa Segantini

O número de denúncias de violência contra a mulher aumentaram nos últimos anos e, além disso, elas vêm se tornando cada vez mais independentes, deixando de lado a premissa de que precisam ser defendidas por homens. Isso é algo notável para a sociedade, o que confirma a Instrutora de hapkido Karina Reis, que dá aulas de defesa pessoal e observa o crescimento de procuras pelo aprendizado.

As buscas não são em vão, aliás, as aulas tem como público-alvo mulheres que se sentem sexualmente, fisicamente ou emocionalmente ameaçadas ou já foram vítimas de alguma agressão. De acordo com Karina, “em relação ao emocional, melhora a capacidade de decisão, resistência à frustração, perseverança e outros valores e princípios que aumentem o sentimento de segurança”. Ela ainda acrescenta: “Força física é o que menos importa na defesa pessoal.”

WhatsApp Image 2018-10-30 at 18.59.22

A instrutora, filiada à Federação Mineira de Hapkido, não impõe um número de aulas, mas considera que o ideal é a prática contínua, levando à efetivação das técnicas. As suas aulas são articuladas respeitando as características do local onde as aplica, já que não é agregada a nenhuma academia, dando apenas aulas particulares, em eventos ou em projetos sociais.

As aulas como projetos sociais são cada vez mais requisitadas e já se tem planos para mais aplicações, visando o futuro político-social brasileiro. Foi o caso das aulas coletivas ministradas por Karina no “Movimento Mulheres em Luta”, pensadas inicialmente nas trabalhadoras das periferias, mas recebendo, principalmente, universitárias, de acordo com a integrante Laiane Araújo, que também esteve na organização da programação e participou como aluna. Elas ocorreram gratuitamente todos os domingos durante três meses em 2015 e as inscrições acabaram rápido, tendo em menos de duas horas, mais de 60 inscrições.

A atividade surgiu como protesto à recusa da Câmara de Vereadores de Juiz de Fora a um abaixo-assinado pedindo a reabertura da Casa Abrigo, o funcionamento 24h da Delegacia de Mulheres e respostas sobre a agressão que uma mulher sofreu dentro da delegacia, partindo de um policial civil, segundo Laiane. Entretanto os motivos eram imensuráveis, ela afirma: “Serve para proteger a nós mesmas, namoradas, amigas, mães ou qualquer pessoa que já passou por um trauma”.

“Acabava virando um espaço que ia muito além de questão física, tornava-se um grupo de apoio emocional, quando cada participante dizia o porquê de estar iniciando as aulas. Isso gerou aproximações e relações saudáveis”, de acordo com a entrevistada, Laiane. Agora, ela tem a certeza de que, havendo necessidade, “todas as mulheres que participaram já têm condições de se defender”.

WhatsApp Image 2018-11-01 at 15.08.49

Comércio de Juiz de Fora tem expectativa de crescimento nas vendas da Black Friday

Por Allan Santana

Os comerciantes em Juiz de Fora já iniciaram os preparativos para a Black Friday, que acontece na penúltima sexta-feira de novembro, dia 23. De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), a expectativa de crescimento nas vendas varia entre 5% e 10% em relação ao mesmo período de 2017.

A Black Friday vem ganhando cada vez mais espaço e já é a segunda melhor data para o varejo no país, perdendo apenas para o Natal. Smartphones, TV’s e eletrodomésticos devem ser, mais uma vez, os produtos mais procurados pelos brasileiros na data.

O técnico em eletrônica Guilherme Santos é um dos que está esperando pela Black Friday e já decidiu o que pretende comprar: um videogame. Para não ser enganado com falsos descontos, ele revela sua estratégia “Tenho acompanhado o preço nas lojas físicas e também baixei uma extensão no Google Chrome, para fazer um bom negócio.”

black-friday15As promoções da Black Friday chegam até a motivar brigas pelas produtos ofertados. (Foto: Nacho Doce/Reuters)

Para o presidente da CDL, Marcos Casarin, o consumidor está
mais consciente e atento aos preços para fazer um bom negócio. “A Black Friday vem se consolidando a cada ano. Tem muita gente que espera para comprar algo justamente nesta data e monitora os preços.”, afirmou.

Procon nas ruas

Os falsos descontos são alvo de muita reclamação por parte do consumidor e em Juiz de Fora, não é diferente. Pensando nisso, o Procon está percorrendo as principais lojas da cidade e acompanhando os preços dos produtos mais comuns da Black Friday. O superintendente do Procon, Eduardo Schroder, faz o alerta: “Caso a redução não exista e seja anunciada a falsa promoção, isso infringe normas do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e é passível de punição, como multa (que varia de 500,00 a 7 milhões de reais), suspensão da venda do produto e até interdição do local.”

Dicas para fazer boas compras

O Procon-JF listou algumas dicas para fazer melhores compras, confira:

– Em compras presenciais, aquelas feitas diretamente nas lojas, o teste do produto deverá ser solicitado ao vendedor. Neste tipo de compra, de balcão, não há prazo de arrependimento e a troca por motivos de cor, gosto ou tamanho só é obrigatória nos casos em que o vendedor tenha registrado (na etiqueta do produto, ou na nota fiscal) tal possibilidade.

– Cuidado com links e ofertas recebidas por e-mail ou redes sociais, consulte sempre a página oficial da loja.

– Nas compras pela internet, o CDC prevê um prazo de 7 dias, a partir do recebimento do produto ou da contratação do serviço, para a desistência da aquisição.

– Tanto nas compras presenciais quanto nas compras virtuais o consumidor deverá exigir a nota fiscal, pois o documento é uma garantia e também será fundamental caso o produto adquirido venha a apresentar defeito e o consumidor possa registrar uma reclamação no Procon.

– Confira o prazo de entrega antes de fechar a compra para evitar decepções, especialmente se o objetivo é comprar presentes para o Natal.

Um tiro, um mistério: A Bala de Prata

por João Guilherme

6-A-bala-de-prata_Foto-Dowglas-Mota-1024x683

O disparo da arma que lançou a bala contra o corpo do trabalhador rural Oscavo  mudou o rumo de sua família e deu início à trama da peça “A bala de prata”, de José Luiz Ribeiro, que está em cartaz com o Grupo Divulgação. As apresentações são de quarta a domingo, às 20h30, no Forum da Cultura.

A história começa na rotina, quando Oscavo se despede de sua esposa para ir ao trabalho. No caminho, o marasmo dos dias comuns é quebrado com um tiro, que atingiu o trabalhador e mudou toda a vida daquela família. Movidos pelo sentimento de justiça, os filhos de Oscavo começam uma verdadeira investigação. A peça envolve o público com o suspense e a expectativa de descobrir o brutal assassino do simples trabalhador rural. Em meio aos vários sentimentos provocados pela peça existe, como plano de fundo, a discussão da violência e da justiça com as próprias mãos.

“A peça é um drama policial. Até o final o espectador fica tentando descobrir quem foi que matou. Ela trata da questão da terra, do meeiro e do momento em que ele é posto para fora. É uma metáfora do tempo em que a gente está vivendo, desse momento em que as pessoas fazem justiça com as próprias mãos”, afirma José Luiz Ribeiro, escritor e diretor da peça.

5-a-bala-de-prata_foto-mrcia-falabella-630x420

Elenco

Oscavo (o homem assassinado) e sua esposa Dolor ganham vida com os atores Lucas Lima e Márcia Falabella. Alícia Bretas, Renan Sousa e Lucas Barbosa representam os filhos do casal. Franklin Ribeiro vive doutor Neves e Washington Botelho interpreta Marco. Completado o time de atores da peça estão, ainda, Paula Landim, Andreza Dias, Victor Dousseau, Dowglas Mota, Rodrigo Luiz, Maria Cassani, Bruna Valentim, Felipe Lopes e  Heber Córdova Pastor.

Celebrando 55 anos dedicados ao teatro, a peça conta com a direção de José Luiz Ribeiro, que também é o responsável pela iluminação e a trilha sonora, que é tocada ao vivo.

Temporada

A peça fica em cartaz de quarta a domingo, até o dia 25 de novembro, sempre às 20h30, no Forum da Cultura (Rua Santo Antônio, nº 1.112 – Centro). Os ingressos custam R$20,00 inteira e R$10,00 meia entrada.

A onda do Crossfit veio para ficar

Por Hugo França

Em Juiz de Fora é crescente o número de academias e grupos que fazem o treino de Crossfit. Diferente de tudo que estamos acostumados a ver nas tradicionais academias de ginástica, o treino é conhecido por sua intensidade, o trabalho coletivo e a rapidez nos resultados para quem busca rápido emagrecimento e definição corporal.

O Crossfit consiste na realização de exercícios funcionais que combinam força, resistência cardiovascular e respiratória, agilidade e flexibilidade. O treino não tem rotina e monotonia mantendo a alta intensidade.

Os exercícios são mais amplos que os de academia, em uma única aula o aluno pode trabalhar todas as capacidades físicas. Já as outras modalidades de exercícios costumam focar em uma única capacidade física por aula, acoplando alta intensidade misturando diversos tipos de modalidades como o levantamento de peso, exercícios ginásticos e cardiovasculares.

O estudante de educação física, Rodrigo Duque, treina há dois anos e para ele os resultados vão além do aspecto físico. “O crossfit gera um sentimento muito grande de comunidade nas pessoas, criando diversos amigos dentro do centro de treinamento”, conta Rodrigo.

As aulas de Crossfit são coletivas, então todos os praticantes seguem o mesmo cronograma da aula, respeitando seus limites e individualidades. A aula é dividida em quatro partes, começando com a mobilidade, onde são aplicados exercícios para soltar a articulação e permitir que os praticantes realizem a atividade com amplitude máxima.

Em seguida começa o “Warm up”, que é o aquecimento e que tem como objetivo preparar o corpo para as fases seguintes. A terceira parte é o “skill”, é o momento em que trabalham a técnica de um determinado exercício. E por último o “WOD, Workout of the Day”, ou “missão do dia”, é o momento mais puxado da aula, no qual é passado um conjunto de movimentos que o treinador define para uma sessão de treino.

O que é preciso para se tornar um treinador de Crossfit?

No Brasil, para dar aulas de educação física ou ser instrutor de academias é preciso ter graduação em Educação Física e registrado junto ao CREF (Conselho Regional de Educação Física) de sua região. Para fazer o curso Crossfit Leve1 não tem pré-requisitos, mas de acordo com o Guia de Treinamento Crossfit o nome da marca CrossFit™, não é gratuito.

Mesmo que você tenha um Certificado de Treinador Nível 1 (ou seja, mesmo que você tenha passado a prova do Nível 1), você não pode usar o nome da marca CrossFit para fazer propaganda, comercializar, promover ou solicitar negócios ou serviços. Se você fizer isso, seu Certificado de Treinador pode ser revogado, você pode ser processado judicialmente e seu pedido de afiliação pode vir a ser negado. Para obter uma licença para fazer propaganda e promover o treinamento da CrossFit, você precisa se afiliar.

Luana Mendes é treinadora de um grupo de Crossfit na academia Extrema, localizada no bairro São Mateus, em Juiz de Fora e nos conta que os treinadores têm o papel de demonstrar, ensinar e corrigir cada exercício que é passado durante a aula.

Muito se fala sobre os resultados e a fama que o treino de Crossfit tem é que quanto mais você suar a camisa, mais rápido você emagrece, mas para a treinadora Luana Mendes, o sucesso no emagrecimento não é uma exclusividade só do crossfit. “Toda atividade física praticada de forma contínua tem resultados mais rápidos e capazes de gerar diversos benefícios à saúde e à qualidade de vida”, ressalta Luana.

O fantasma da evasão escolar

por Bianca Barros

Não é de hoje que se ouve falar sobre crianças e — principalmente — jovens abandonando os estudos. A evasão escolar é um problema grave no Brasil que data de muitas décadas e está sempre em discussão, principalmente entre aqueles que se esforçam para contornar tal obstáculo, como os profissionais da educação e de Direitos Humanos.

De acordo com o Censo Escolar realizado entre 2014 e 2015 pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), a maior taxa de evasão escolar é durante a 1ª série do ensino médio.

Gráfico evasão escolar

Segundo a Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), entre os 100 países com maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), em 2013 o Brasil exibia a 3ª maior taxa de abandono escolar.

Na cidade de Juiz de Fora, o cenário também não é dos mais otimistas. Gabriel Quetz, de 21 anos, é um dos exemplos dessa realidade. Aluno da Escola Estadual Presidente João Pinheiro, cursou o ensino fundamental e apenas o primeiro ano do ensino médio, em 2016. “Eu precisava trabalhar para ajudar em casa e acabei perdendo o incentivo que a escola poderia me trazer naquele momento”, relata.

O pai do rapaz também contribuiu para sua decisão de abandonar os estudos, sendo a favor de que Gabriel trabalhasse, visto que a situação em casa não era das melhores. A mãe, apesar de pensar no futuro do filho, também acabou acatando a escolha. “Minha mãe foi mais pro lado emocional e quis que eu ficasse, mas eu prometi a ela que ainda volto e termino a escola, nem que seja pelo EJA”, Gabriel afirma.

Contudo, a situação financeira não é o único fator que influencia na crescente taxa de evasão escolar. Darílio Freitas é professor na Escola Municipal Doutor Antonino Lessa e conta que a dificuldade de aprendizagem também é um gatilho para que o aluno desista dos estudos. Segundo ele, a má formação e o descompromisso de alguns profissionais da educação acarreta em uma defasagem no que se diz respeito a estimular os educandos externamente. Não havendo tal estímulo, diante da menor dificuldade, a saída de muitos jovens é abandonar os estudos.

Darílio conta que, como uma das formas de combater o problema do abandono escolar, as escolas municipais apresentam em algumas situações um professor de apoio, o qual tem a responsabilidade de acompanhar alunos com necessidades especiais quanto à aprendizagem. Ainda assim, o docente finaliza dizendo que, apesar dos muitos projetos existentes, o poder público deixa a desejar.

Aos 31 anos, Gonçalves decide aposentar as luvas

Por Allan Santana

O goleiro Gonçalves surpreendeu a todos ao anunciar sua aposentadoria no início deste mês. Aos 31 anos, o arqueiro escolheu o Facebook para informar a decisão. Gonçalves chegou ao Tupi aos 16 anos, mas também defendeu as cores do Democrata SL, Sport JF, São Caetano, Aquidauanense e Formiga. Ele falou com exclusividade ao Chamou Digital (CD)

CD: Por que decidiu se aposentar ?

Gonçalves:  Havia um tempo que estava com este conflito interno de parar ou não. São muitas coisas envolvidas, como a instabilidade financeira e a família. Já não tinha aquele prazer todo em ir para o campo, treinar… Precisava dar um novo rumo na minha vida, conhecer novas pessoas.

CD: Sua última partida foi contra o Fluminense, em abril de 2014. A que você atribui a falta de oportunidades?

Gonçalves: Independente de jogar ou não, sempre fui extremamente profissional. Fazia a minha parte, sempre treinava em alto nível. Infelizmente, neste período, chegaram alguns goleiros e trocamos muito de treinador. Faltou alguém bancar “Agora é a vez do Golçalves, vamos dar uma oportunidade para ele.”  Por eu ser da casa, não estar jogando, acaba que pesava na escolha.

CD: Você já rescindiu o contrato com o Tupi. O clube te deve algo?

Gonçalves: O Tupi tem uma pendência comigo e com outros atletas que estiveram na campanha da Série C. Estamos esperando uma posição do clube e torcendo para que isso se resolva o mais rápido possível.

CD: Quais foram os jogos inesquecíveis?

Gonçalves: Sem dúvidas, a partida contra a Aparecidense-GO, pelas  oitavas de final da Série D, em 2013. O jogo estava se encaminhando para a eliminação do Tupi, eu estava no banco, já ajoelhado, quando o Ademilson ia fazer o gol, entra aquele cara lá, nada a ver, o Esquerdinha, e evita o gol por duas vezes e gera aquela confusão toda… Foi algo inusitado, que espalhou para o mundo todo e  eu nunca tinha visto algo parecido.

Relembre o lance abaixo:

Outro jogo memorável foi na estreia do Campeonato Mineiro de 2013. A partida foi contra o América, na Arena Independência. Defendi um pênalti cobrado pelo Obina, no final da partida. Aquele lance me marcou muito. Me preparei muito, psicologicamente, emocionalmente e até mesmo espiritualmente. Foi um jogo que eu sabia que seria decisivo para mim. Eu iria sair do Tupi, já estava tudo certo… Houve um “mover” muito grande, acabei jogando e fazendo uma grande atuação. Continuei no clube, tive uma melhora no meu salário, foi um divisor de águas.

 Relembre aqui:



CD: Um de seus projetos é a Goolsalves, escola de goleiros. O que você costuma dizer para quem está começando?

Gonçalves: Digo que é preciso muito trabalho. O goleiro tem que entender que é preciso repetição, humildade para aprender, reconhecer os erros, saber ouvir e assumir a liderança dentro de campo. Mais do que nunca, o goleiro necessita de uma parte emocional muito estabilizada, a mente precisa ser trabalhada. Tem a questão extra-campo também. Um bom goleiro não se faz só dentro de campo, mas fora dele também. Tem que ter hora pra tudo, principalmente para descansar e repor as energias.

 CD: Algum outro projeto em vista?

Gonçalves: Neste período acabei me envolvendo em questões políticas e algumas portas foram se abrindo. Quem sabe, futuramente, a Goolsalves não atue em algo que ajude pessoas menos favorecidas? Isso sempre foi algo que tive em meu coração. A política quando é feita de uma forma honesta, é possível ajudar a quem realmente precisa.

 

IMG_20181010_101017[1]Já no primeiro dia, Gonçalves não deu moleza aos alunos (Foto: Allan Santana)

Logo após a entrevista, Gonçalves iniciou a aula com os primeiros alunos: Lucas Albuquerque, Carlos Eduardo Aleixo e Danilo Rodrigues. Quem quiser mais informações sobre a Goolsalves Escola de Goleiros, pode entrar em contato pelo (32) 99145-1707.

 

Las Manas dá voz ao hip-hop feminino de Juiz de Fora

Por Raissa Segantini

Juiz de Fora abriga uma infinidade de grupos culturais independentes. O Las Manas Gang é um bom exemplo disso: fazendo parte do movimento hip-hop e abordando questões femininas e feministas, o coletivo promove vários eventos. Dentre eles, há o fixo “Roda das Manas”, que acontece aos domingos quinzenalmente, em espaço público no centro da cidade, geralmente em frente ao Cine-Theatro Central.

A história da formação é recente. Tudo começou com uma ideia da MC Thainá Kriya, quando foi convidada a cantar no Ato Internacional do Dia das Mulheres, no dia 8 de março de 2017, no centro. Envolvida nessa programação, a MC de destaque na cidade resolveu fazer um mapeamento de cantoras e demais artistas do gênero em Juiz de Fora para “tirar do papel” o projeto. Dentre essas mulheres já estavam na formação inicial grandes nomes como Laura Conceição e Tatá Dellon.

“A cultura hip-hop trabalha com diversas modalidades: o DJ, o break, o Grafite e o MC e o quinto elemento é o conhecimento”, diz Tatá Dellon e complementa: “Nosso coletivo oferece conteúdo para essa demanda”. Essa contribuição vem justamente com as artes visuais, o rap, o slam e qualquer forma de expressão artística que dê voz à periferia, ao movimento negro e, principalmente, às mulheres.

Além das rodas de domingo, onde mulheres e também homens podem assistir ou se apresentar, as organizadoras do Las Manas também realizam alguns outros eventos como o “Rap de Mina” e as rodas de conversa. Isso quando não são convidadas para participar de algo, como aconteceu recentemente ao se apresentarem no XV Encontro Juizforano de Psicologia. É importante dizer, aliás, que mesmo não sendo da organização, todas as mulheres que participam das atividades são consideradas integrantes do Las Manas Gang.

Uma outra ação que promovem é a oficina nas escolas, que hoje atua na E.E. Francisco Bernardino e na E.M. Santa Cândida. Dessa iniciativa voluntária, saem talentos entre os alunos que chegam a ser reconhecidos fora da cidade, concorrendo em premiações de slam. Segundo Tatá, mesmo quando esses novos artistas não representam o coletivo, acrescentam de alguma forma valor ao mesmo: “Acabam indo por si mesmas a eventos de cultura hip-hop, mas sempre lembram do Las Manas e retornam com uma boa bagagem para contribuir”.

Instagram das “minas” apresenta mais informações sobre as programações. E abaixo também há fotos da rede social que mostram um pouco da vibe cultura de rua que o grupo traz, especialmente na “Roda das Manas”.

 

Asfalto em Juiz de Fora está tomado por buracos

Por Hugo França

Há anos se ouve através de conversas, comentários e posts em redes sociais, pessoas reclamando, relatando e até mesmo documentando a situação de ruas e avenidas em Juiz de Fora. Buracos, rachaduras e a má conservação do asfalto são umas das pautas principais que estão presentes nas rodas de conversa de qualquer juiz-forano. O problema começou nos bairros mais periféricos, chegou ao centro da cidade e agora atinge até mesmo as localidades mais nobres da cidade.

Existe uma cobrança muito forte da população em cima da prefeitura para que se resolvam essas questões, mas o que já estava esquecido parece se tornar assunto banal desde que o Prefeito da cidade, Bruno Siqueira deixa o cargo e foca em trabalhar sua candidatura a Deputado Estadual. O vice Antônio Almas (PSDB) assume e seguindo os moldes de Bruno pouco se preocupada com as necessidades básicas da cidade.

Não é preciso ir muito longe para perceber que pontos muitos movimentados, inclusive no centro da cidade, estão com buracos ou mesmo com asfalto em qualidade precária. Nem mesmo o campus da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) fica de fora deste descaso. Ao transitarmos pelas avenidas Barão do Rio Branco e Presidente Itamar Franco vemos que buracos e pequenas depredações estão visíveis e prejudicando o trânsito de duas das avenidas mais movimentadas da cidade.

Segundo Guilherme Oliveira,Supervisor de Acompanhamento Imobiliário da Prefeitura de Juiz de Fora, a demanda para a manutenção das vias da cidade é alta e é preciso tempo para que todas as localidades sejam atendidas. “Recebemos diariamente uma gama enorme de pedidos e reclamações para restauração e tapagem de buracos em bairros, ruas e avenidas de Juiz de Fora. Nossa prioridade é atender as vias centrais de maior movimento em que os buracos estão de fato comprometendo o trânsito de carros e ônibus principalmente em horários de pico, logo após entraremos com os pedidos feitos pelas associações de moradores dos bairros periféricos de Juiz de Fora, onde as ruas além de esburacadas se encontram em péssimo estado”, ressalta Guilherme.

Para a moradora do bairro São Judas Tadeu, Graciane Assis, a quantidade de buraco e falta de cuidado das ruas do bairro prejudicam além da passagem com carros, mas também a qualidade da mobilização dos moradores. “Vemos aqui um descaso enorme com a população do bairro, pois já fizemos inúmeros pedidos junto à associação de moradores e ainda não obtivemos respostas, não conseguimos transitar pelo bairro sem desviarmos de buracos, lidar com os desníveis das ruas ou tropeçar em pedras causadas pela degradação do asfalto, além de comprometer a segurança das crianças que brincam pelas ruas de São Judas”, conta Graciane.

O que resta para o cidadão juiz-forano é esperar e cobrar que a prefeitura e os órgãos responsáveis pelo trânsito na cidade se sensibilizem com a situação em que se encontram as ruas da cidade. E quanto mais registros, pedidos e reclamações puderem ser feitas, melhor. O que importa é que a sociedade se mantenha unida na proposta de melhoria de nossas vias para maior qualidade no direito de ir e vir da população.

Governo de Minas Gerais: Anastasia x Zema

,
Foto: Reprodução/O Tempo

por Caroline Crovato

No próximo domingo, dia 28 de outubro, a população mineira volta às urnas para determinar, no segundo turno, quem será o governador do estado por 4 anos. Os resultados divulgados durante o primeiro turno, indicaram, para muitos, uma surpresa, por decidirem levar à disputa um candidato conhecido pelo eleitorado mineiro e outro estreante para o cargo.

Os candidatos escolhidos para o segundo turno foram o empresário Romeu Zema (Novo), totalizando 4.138.967 votos válidos (42,73%) e o ex-governador, Antônio Anastasia (PSDB), com 2.814.704 votos (29,06%).

O cenário político de intenção de votos ao Romeu Zema, que até então aparecia nas pesquisas em terceiro lugar, mudou na reta final da campanha, devido ao comparecimento do candidato no debate realizado pela TV Globo, cinco dias antes das votações. Além disso, acredita-se que seu crescimento também foi decorrente do apoio a João Amôedo, candidato à Presidência pelo Novo, e a Jair Bolsonaro, pelo PSL.

Essa reviravolta tirou da disputa o atual governador, Fernando Pimentel e deixou Antônio Anastasia para enfrentar o empresário. O professor formado pela UFMG, advogado e político do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) é natural de Belo Horizonte e tem 57 anos. Ingressou na vida pública durante a gestão de Hélio Garcia, em 1991, desempenhando cargos de secretário-adjunto de Planejamento, secretário de Cultura e presidente da Fundação João Pinheiro. No período entre 2010 a 2014, Anastasia tornou-se governador de Minas Gerais, vencendo as eleições no primeiro turno, com propostas de  criar redes entre o Estado, a sociedade civil organizada e a iniciativa privada, além de melhorar a qualidade de vida, dos indicadores sociais do Estado e aumentar a renda da população.

Agora, em 2018, o cenário político não está sendo tão “fácil” como há 4 anos. Romeu Zema é da cidade de Araxá, no Triângulo Mineiro, tem 53 anos e é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, São Paulo. Em 1991, assumiu o comando das Lojas Redes – empresa de acessórios, peças e lubrificantes automotivos, com  foco principal em cidades com menor concorrência e mais produtos acessíveis. Atualmente existem 430 lojas espalhadas pelo Brasil e seu faturamento, em 2012, chegou à 980 milhões de reais sendo considerada a quarta maior rede em número de lojas e 12ª maior em vendas.

Romeu Zema decidiu ingressar na política pela primeira vez e Minas Gerais escolherá entre um candidato já reconhecido ou entre o empresário “outsider”. O termo refere-se àquele que é de fora da elite política do país, ou seja, o que pretende agir de modo diferente a tudo o que se vê na política atual, principalmente durante o exercício da gestão; o antipolítico tradicional.

Segundo o professor na Faculdade de Comunicação da UFJF e cientista político, Paulo Roberto Figueira Leal, em momentos de crise, sejam eles políticos ou econômicos, nos quais cresce a descrença nas instituições, é comum que apareçam candidaturas que se apresentem como antissistema e antipolítica.

O cientista político destaca que isso não é algo inédito e recente, ou que caracteriza somente a candidatura de Zema. Fernando Collor, em 1989, construiu essa persona para si nas eleições presidenciais daquele ano. Mais recentemente, foi com esse discurso de não político que João Dória, em São Paulo e Alexandre Kalil, em Belo Horizonte, se elegeram prefeitos em 2016. Nas eleições de 2018, o mesmo fenômeno é visto no segundo turno com Zema em Minas Gerias ou Wilson Witzel, no Rio de Janeiro.

O cenário político está sujeito a sofrer mudanças repentinas, como já visto no primeiro turno para governador de Minas Gerais. Paulo Roberto afirma que o esperado seria a população agir com ceticismo nas urnas: “Alguém que se elege com o discurso da antipolítica, com frequência tem que trair o seu eleitor já no dia seguinte da eleição – afinal, governar no sistema democrático é necessariamente fazer política”, ele completa.

Exercício na palma da mão

por João Guilherme Santos

aplicativos
Numero de downloads dos aplicativos de exercícios em casa aumentou nos últimos meses

O advento tecnológico torna os seres humanos cada vez mais dependentes de aparelhos e artifícios eletrônicos como notebooks, tablets e smartfones. Um reflexo da grande utilização desses recursos é o número de aparelhos celulares no Brasil, que chega a 234,7 milhões (112,21 aparelhos a cada 100 habitantes), segundo dados da ANATEL. A praticidade e o conforto de ter o que você precisa na palma da mão é um fator a ser considerado como causador dessa procura, pois as rotinas se tornam cada vez mais cheias e a vantagem de se criar uma conta no banco enquanto está preso no trânsito, por exemplo, é muito atrativa.

Os bancos online são somente uma, das milhares de novidades que chegam nas mãos da população a cada dia. Um serviço que já é muito utilizado é o de aplicativos que orientam as pessoas em exercícios físicos funcionais em qualquer lugar, sem a necessidade de aparelhos ou equipamentos e de forma gratuita. À primeira vista, estes apps parecem ser ideais, mas alguns profissionais da área advertem para alguns pontos. Sânzio César é educador físico e atua no mercado. Ele diz que os consumidores destes aplicativos devem se atentar à individualidade biológica, que diz respeito a características exclusivas que cada ser humano tem e que devem ser levadas em conta na hora de praticar exercícios. No caso dos aplicativos e das listas de exercícios disponibilizadas online, as séries e os exercícios não são exclusivos e projetados para um biotipo “padrão”, o que gera grande risco de lesões ou de problemas a longo prazo.

Um dos usuários destes aplicativos é o estudante Caio José, que leva em média 1 hora por dia  para se exercitar. Ele conta que optou por esta opção de orientação por causa da praticidade de fazer os exercícios em casa e também pela questão financeira, já que a maioria dos aplicativos é gratuito e as academias têm mensalidade.

Tendo em vista as demandas de exercícios físicos, de acordo com Sânzio, várias academias já contam com opções de atividades rápidas, especiais para quem tem pouco tempo no seu dia.

Treino em Casa

WhatsApp Image 2018-10-23 at 00.18.27
Página inicial do aplicativo

Um dos aplicativos mais conhecidos, no meio dos exercícios, é o Exercícios em Casa, disponível para Android e IOS. De acordo com os desenvolvedores do app, ele conta com exercícios para o abdômen, peito, pernas, braços e glúteos, bem como exercícios de corpo inteiro, sem a necessidade de aparelhos e equipamentos.

No primeiro acesso ao aplicativo, alguns dados básicos são coletados, como o peso e a altura, além da definição de uma meta de perda ou ganho de peso. Depois do preenchimento dos primeiros dados, o usuário é encaminhado à página principal do aplicativo, denominada Plano de Treinamento.

No topo do Plano de Treinamento o usuário tem acesso rápido ao seu relatório de progressão no uso do aplicativo, com o número de treinos realizados, o número de calorias perdidas e o tempo total (em minutos) gastos pelo usuário em exercícios com a ferramenta. Seguindo com a navegação pela página inicial, pode-se observar uma área destinada à metas semanais, estipuladas pelo próprio consumidor do app. Logo abaixo das metas, estão propriamente às janelas que dão acesso aos exercícios. São diversas subdivisões de acordo com o desejo de cada pessoa: a primeira é a janela com exercícios para o “corpo todo” e, em seguida, os exercícios para a parte inferior do corpo, sendo estes dois primeiros, classificados como desafio 7×4 (7 dias por 4 semanas), ou seja, são metas mensais. Navegando pela interface do programa, ainda, vê-se as abas de entrada para os exercícios de diversas partes do corpo, como por exemplo: peito, abdômen, braço, braço, costas e pernas; todos eles divididos entre iniciante, intermediário e avançado – o que se refere ao nível de dificuldade do treinamento.

Depois da escolha do exercício, o usuário é encaminhado a uma página que contém informações simples sobre a realização do exercício, um pequeno vídeo demonstrando a prática e um contador de tempo, que alterna entre momentos do exercício e de descanso na sequência.

Se você pretende iniciar ou se já tem o hábito de praticar exercícios, é muito importante que conheça os limites do seu corpo e que não faça nada que ele não suporta.