Las Manas dá voz ao hip-hop feminino de Juiz de Fora

Por Raissa Segantini

Juiz de Fora abriga uma infinidade de grupos culturais independentes. O Las Manas Gang é um bom exemplo disso: fazendo parte do movimento hip-hop e abordando questões femininas e feministas, o coletivo promove vários eventos. Dentre eles, há o fixo “Roda das Manas”, que acontece aos domingos quinzenalmente, em espaço público no centro da cidade, geralmente em frente ao Cine-Theatro Central.

A história da formação é recente. Tudo começou com uma ideia da MC Thainá Kriya, quando foi convidada a cantar no Ato Internacional do Dia das Mulheres, no dia 8 de março de 2017, no centro. Envolvida nessa programação, a MC de destaque na cidade resolveu fazer um mapeamento de cantoras e demais artistas do gênero em Juiz de Fora para “tirar do papel” o projeto. Dentre essas mulheres já estavam na formação inicial grandes nomes como Laura Conceição e Tatá Dellon.

“A cultura hip-hop trabalha com diversas modalidades: o DJ, o break, o Grafite e o MC e o quinto elemento é o conhecimento”, diz Tatá Dellon e complementa: “Nosso coletivo oferece conteúdo para essa demanda”. Essa contribuição vem justamente com as artes visuais, o rap, o slam e qualquer forma de expressão artística que dê voz à periferia, ao movimento negro e, principalmente, às mulheres.

Além das rodas de domingo, onde mulheres e também homens podem assistir ou se apresentar, as organizadoras do Las Manas também realizam alguns outros eventos como o “Rap de Mina” e as rodas de conversa. Isso quando não são convidadas para participar de algo, como aconteceu recentemente ao se apresentarem no XV Encontro Juizforano de Psicologia. É importante dizer, aliás, que mesmo não sendo da organização, todas as mulheres que participam das atividades são consideradas integrantes do Las Manas Gang.

Uma outra ação que promovem é a oficina nas escolas, que hoje atua na E.E. Francisco Bernardino e na E.M. Santa Cândida. Dessa iniciativa voluntária, saem talentos entre os alunos que chegam a ser reconhecidos fora da cidade, concorrendo em premiações de slam. Segundo Tatá, mesmo quando esses novos artistas não representam o coletivo, acrescentam de alguma forma valor ao mesmo: “Acabam indo por si mesmas a eventos de cultura hip-hop, mas sempre lembram do Las Manas e retornam com uma boa bagagem para contribuir”.

Instagram das “minas” apresenta mais informações sobre as programações. E abaixo também há fotos da rede social que mostram um pouco da vibe cultura de rua que o grupo traz, especialmente na “Roda das Manas”.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s