Dedicação exclusiva a entregas é alternativa para empresários do setor gastronômico

Por Raissa Segantini

Os últimos anos apresentaram um aumento no consumo de comidas e bebidas
via delivery. O economista Lucas Marques explica que “Os consumidores podem estar
buscando mais comodidade” e que há uma associação com a praticidade de pedir por
sites e aplicativos, cada vez mais famosos.

Fenômeno ainda mais recente é a chegada dos estabelecimentos que só
trabalham com delivery ou retirada no balcão. É o caso da Mega Pizza Quadrada, que
foi inaugurada em 2014 em Juiz de Fora. Criada por uma família de pizzaiolos
habituada à pizzaria em estilo salão, onde os clientes podem se sentar e comer, a ideia
de trabalhar somente com entregas surgiu como uma saída a alguns obstáculos.

Segundo a sócia Deborah de Andrade, abrindo um local somente de entregas, não teriam gastos com funcionários, alguns utensílios, aluguel de espaço e móveis, como reforça o economista. Ainda de acordo com ela, também não teriam gastos emocionais ao lidar, por exemplo, com alguns problemas que podem ser causados pelo fluxo intenso de clientes presencialmente. Portanto, por mais que não gere o maior lucro, este modelo se saiu como o ideal para os proprietários que precisavam economizar.

Deborah afirma que é vantajoso também para os clientes, pois na sociedade atual existe uma “sobrecarga de trabalho e poder comer no conforto de casa sem sair é bom demais”. Há clientes que encomendam a pizza assada e pegam ao sair do trabalho ou aqueles que solicitam o serviço de um motoboy.

Por outro lado, como destaca Lucas, “essas empresas podem ter mais gastos
exatamente com os serviços de entrega e também com plataformas para se realizarem
pedidos, como sites e aplicativos”. Deborah comprova que isso realmente ocorre na
pizzaria, pela porcentagem que os aplicativos parceiros – Ifood e Robin Food – cobram
por cada pedido.

Entretanto, o recorde de pedidos do estabelecimento chega mesmo por telefone.
O Ifood vem logo atrás no número de pedidos por telefones, quase a mesma
porcentagem, porém quando o cliente entra primeiro no site da pizzaria e é
redirecionado ao aplicativo, o parceiro não cobra sua porcentagem.

Além disso, também precisam investir em mídias digitais, panfletagem e
promoções em aplicativos de delivery e no site para chamar a atenção para o negócio,
visto que não é um local gastronômico convencional.

Neste link é notável o crescimento de serviços de delivery no Brasil e a movimentação financeira que isso gerou em 2018.

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